Mato Grosso

Setasc e MT Hemocentro unem forças e realizam ação de doação de sangue no CPA

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com o MT Hemocentro e a Secretaria de Estado de Saúde (SES), realiza, nesta quarta-feira (5.2), uma ação de coleta de sangue na sede da pasta em Cuiabá.

A iniciativa tem como objetivo incentivar a doação e garantir o abastecimento dos bancos de sangue no Estado. A ação é aberta ao público em geral.

A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho, ressaltou a importância da colaboração entre os órgãos estaduais.

“A Setasc trabalha a assistência social e entende que a doação de sangue é parte desse cuidado com a população. Essa parceria com o MT Hemocentro é fundamental para salvar vidas. Nosso agradecimento a todos que fazem essa corrente de solidariedade acontecer”, afirmou a secretária.

A diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela, destacou a necessidade de doações para manter os estoques em níveis adequados.

“O MT Hemocentro agradece essa importante parceria com a Setasc. No momento, os tipos O+, A+ e O- se encontram em estado de atenção e ações como essa são fundamentais para a reposição dos nossos estoques. É importante destacar que todos os tipos sanguíneos são bem-vindos e que cada doação faz a diferença na vida de quem precisa. Contamos com a colaboração de todos”, disse a diretora.

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Como doar?

Para doar, é necessário apresentar um documento oficial com foto, pesar 50kg ou mais, estar em bom estado de saúde e ter se alimentado. A faixa etária para doação é de 16 a 69 anos, 11 meses e 29 dias, e pessoas entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem doado antes dos 60 anos. Homens podem doar até quatro vezes ao ano, com intervalo de dois meses entre as doações, e mulheres até três vezes ao ano, com intervalo de três meses. São coletados até 450ml de sangue por sessão. Recomenda-se evitar exercícios físicos e consumo de álcool após a doação.

Serviço

A coleta será realizada na sede da Setasc, localizada na Rua Jornalista Amaro de Figueiredo Falcão, nº 503, no bairro Cpa I, Cuiabá, nesta quarta-feira (5), das 8h00 às 17h.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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