A Secretaria Estado de Segurança Pública (Sesp) prendeu, durante as edições da Operação Lei Seca de 2023, realizadas em todo o Estado, 2.650 motoristas que dirigiam embriagados. O número representa um aumento de 53% em relação ao ano de 2022, quando 1.736 pessoas foram presas pelo mesmo motivo.
Ao longo do ano passado, a Sesp realizou 347 edições da Operação Lei Seca, uma média de quase uma ação por dia em Mato Grosso. O número também representa aumento em relação ao ano de 2022, quando foram realizadas 238 operações.
Conforme dados do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), do total de 347 edições, 110 foram realizadas em Cuiabá, 37 em Sinop, 37 em Sorriso, 34 em Barra do Garças, 30 em Várzea Grande, 28 em Alta Floresta, 27 em Cáceres, 25 em Tangará da Serra, 18 em Nova Mutum e uma em Rondonópolis, que teve a primeira operação no mês de dezembro.
Essas operações levaram à prisão 2.650 condutores embriagados em Mato Grosso. Somente na Capital foram 931 presos em flagrante e, em Várzea Grande, 175. Em Sinop os agentes prenderam 586 condutores, em Sorriso foram 284, em Alta Floresta, 216. Também foram realizadas 153 em Tangará da Serra, 151 em Barra do Garças, 92 em Nova Mutum, 61 em Cáceres e uma em Rondonópolis.
A coordenadora do GGI, tenente-coronel Monalisa Marcielle Furlan, destaca que os dados são resultados da intensa fiscalização realizada por todas instituições que compõe as operações Lei Seca.
“As operações Lei Seca são realizadas em parceria com todas instituições vinculadas à Segurança Pública e essa união de esforços resultou em prisões e, consequentemente, retirada de infratores das ruas. Essa integração é essencial para educar, conscientizar e, principalmente, salvar vidas”.
Desde o primeiro ano da gestão Mauro Mendes, a fiscalização tem se expandido a outros municípios em todo o Estado. Essa ampliação reforça a educação e conscientização sobre os riscos associados à condução de veículos sob efeito de álcool.
Em 2019 ocorreram 34 operações e em 2020 foram 27, em razão da pandemia da Covid-19. Em 2021, as ações foram retomadas gradativamente e, no mesmo ano, o número subiu para 80. Já em 2022 foram realizadas 232 operações.
Já prisões foram 395 em 2019, 259 em 2020, 1.267 em 2021 e 1.736 em 2022. Em 2023, houve aumento de 53% no número de prisões em comparação ao ano anterior. Esse aumento demonstra que as ações estão tirando os infratores das ruas e evitando acidentes, pois assim como houve aumento de prisões, houve também mais operações.
O secretário adjunto de Integração Operacional, coronel PM Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, enfatiza que os investimentos feitos pela atual gestão na ampliação da Operação Lei Seca para o interior do estado foram essenciais para preservar vidas no trânsito.
“Hoje as operações são realizadas em nove municípios de Mato Grosso graças aos investimentos do governador Mauro Mendes. Essa expansão vem trazendo resultados consideráveis nas orientações a respeito do trânsito seguro, bem como na manutenção da ordem pública e, ainda, na preservação de vidas. As forças de segurança estão empenhadas em garantir um trânsito seguro”.
Lei seca
Há 15 anos a Lei 11.705 estabeleceu a tolerância zero para consumo de bebidas alcoólicas e a infração passou a ser considerada gravíssima, com pena de multa de R$ 2.934,70, detenção pelo período de seis meses a três ano, e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 12 meses.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.