A Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoverá o webinar “Ser preta não é só ter pele: determinação social da saúde e amamentação”, que integra a programação da Semana de Apoio à Amamentação Negra, nesta quarta-feira (28.08).
Essa iniciativa também integra a Agenda Única do Agosto Dourado, mês dedicado à promoção e ao incentivo da amamentação, organizada pela Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde da SES.
A transmissão contará com duas palestras:
• “Ser preta não é só ter pele: determinação social da saúde e amamentação”, conduzida pela psicóloga, psicanalista e idealizadora da 1ª Semana de Apoio à Amamentação Negra, Fernanda Lopes; • “Programa Bolsa Família e autonomia feminina: com foco nas mulheres negras”, apresentada pelo assistente social e responsável técnico estadual de Equidade e do Programa Bolsa Família na Saúde, Ademar Sales.
A psicóloga Fernanda Lopes explica que os caminhos para garantir o direito à amamentação são ainda mais complexos quando atravessados pela questão racial – fato que torna ainda mais importante o processo de incentivo e de promoção à amamentação.
“Amamentar já é um desafio significativo por si só. No entanto, para as mulheres negras, essa experiência é também permeada por questões raciais e pelo racismo, que muitas vezes as impedem de exercer plenamente seus direitos. Amamentar é um direito, e a escolha de amamentar deveria ser simples, porém, no mundo em que vivemos, esse ato torna-se um símbolo de resistência. A Semana de Apoio à Amamentação Negra não é apenas um evento, é um chamado, uma proposta para construirmos um mundo onde as estruturas que sustentam o racismo e o sexismo sejam derrubadas”, disse.
Agosto Dourado em Mato Grosso
Para celebrar o Agosto Dourado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde, oferta a Agenda Única, um espaço virtual para organizar as atividades em diversas cidades de Mato Grosso.
Até o dia 31 de agosto, a Agenda Única estará aberta para receber inscrições de novas ações. Todas as cidades que informaram a organização de eventos podem ser acessadas pelo mapa interativo.
Mato Grosso pratica a menor alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do país sobre o etanol hidratado. No estado, a alíquota é de 10,5%, enquanto nos demais estados a carga tributária varia entre 12% e 22%.
O preço dos combustíveis pago pelo cidadão é influenciado por diversos fatores da cadeia produtiva, que vão desde o valor do petróleo no mercado internacional até os custos de distribuição, revenda e a incidência de tributos federais e estaduais, que variam conforme o produto.
Entre os benefícios concedidos na cadeia de combustíveis, destaca-se o setor de aviação, que conta com redução da base de cálculo do ICMS sobre o querosene de aviação (QAV), resultando em carga tributária entre 2,72% e 7%, com finalidade de fomentar a aviação regional, conforme critérios previstos na legislação.
Também recebem incentivos o gás natural (GNV), com carga reduzida de 2%, e o etanol anidro produzido no estado, que conta com abatimento de R$ 0,23 por litro no valor do ICMS devido.
Apesar de compor o preço final, o tributo estadual é apenas um dos elementos do valor pago pelo consumidor. Entre os principais fatores que influenciam o preço estão o custo de produção ou importação do combustível, a política de preços das refinarias, além das despesas com transporte, armazenamento e a margem de lucro de distribuidores e postos revendedores.
Além disso, também há incidência de tributos federais, como PIS/Cofins, que integram a composição do preço.
A forma de tributação também influencia essa composição. Para combustíveis como gasolina, etanol anidro, diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o ICMS segue o modelo ad rem, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com valor fixo em reais por litro. Nesses casos, o imposto é recolhido uma única vez na cadeia, geralmente na etapa de produção ou importação.
Já para o querosene de aviação (QAV), o etanol hidratado e o gás natural (GNV e GNL), a tributação é sobre o valor do produto. Nesses casos, o cálculo do ICMS utiliza o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), apurado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), que reflete os preços efetivamente praticados no mercado.
Assim, quando há redução nos preços ao consumidor, o PMPF também diminui, resultando em menor base de cálculo do ICMS e, consequentemente, em menor valor de imposto a ser recolhido. Da mesma forma, aumentos nos preços praticados levam à elevação do indicador.
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