Equipes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) participaram, na manhã desta segunda-feira (28.04), de audiência pública da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para debater a epidemia de arboviroses (chikungunya, dengue e zika).
Profissionais da Atenção e Vigilância em Saúde e do Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso (Lacen-MT) apresentaram as diversas ações e estratégias executadas pela gestão estadual para o combate às doenças, como a aprovação dos planos municipais, regionais e estadual de enfrentamento às arboviroses, criação do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública por Arboviroses e Vírus Respiratórios (COE-ArboVR), capacitações e treinamentos, disponibilização de testes rápidos aos municípios, visitas nas unidades de saúde e apoio na organização dos processos.
A SES publica os dados atualizados de chikungunya, dengue e zika no Painel de Arboviroses (http://sieges.saude.mt.gov.br/dashboard/51), iniciativa que facilita a compreensão da população e de gestores municipais.
Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde em substituição, Marcos Roberto Dias, a Secretaria ainda acionou a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde, para vir ao Estado e dar suporte.
“A Secretaria reuniu com a Força Nacional, com os municípios, e as áreas da Atenção e da Vigilância em Saúde estabeleceram ações prioritárias de capacitação, de revisão de protocolos, reorganização da rede de assistência, distribuiu insumos e equipamentos, capacitou a equipe técnica, teve capacitações com mais de 200 profissionais da área de saúde envolvida, para ver se melhora essa prestação de serviço, tanto na questão relacionada ao controle do vetor e a propagação da doença, quanto na melhoria da assistência à saúde dos pacientes”, explicou.
De acordo com o superintendente, a imunização é vista como uma das ferramentas para garantir uma melhora no quadro de arboviroses em um momento futuro, mas a adesão à vacina contra a dengue ainda está baixa.
O Estado recebeu cerca de 61 mil doses desde abril de 2024 para distribuir a 35 municípios e, até o momento, apenas 45 mil vacinas foram aplicadas, sendo 33 mil de primeira dose e 12 mil de segunda dose.
“Atualmente o nosso Estado está numa situação epidêmica, ainda que com o número de casos estabilizados nos municípios maiores, mas podem surgir novos picos, levantando esse número de casos para uma situação ainda considerada grave a curto e médio prazo”, informou.
O promotor de Justiça, Milton Mattos, que atua na defesa da saúde, ponderou que jogar lixo nas ruas contribui para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. “Vai demorar muito tempo, eu acho que muitas gerações ainda, para que o nosso nível cultural, no Brasil, chegue ao ponto de que as pessoas vão começar a cuidar dos seus quintais”, afirmou.
Para a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, é essencial que todos entendam que a prevenção das doenças relacionadas às arboviroses passa pela ação de todos: gestores públicos, órgãos de controle e, principalmente, a população. “Cuidar das nossas casas, cuidar da nossa cidade, é manter a nossa população livre de doenças como dengue, zika e chikungunya”, destacou.
Estiveram presentes na audiência representantes do Ministério da Saúde, do Hospital Universitário Júlio Muller, vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), da Prefeitura de Várzea Grande e do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN).
A ampliação da rede de energia trifásica em Mato Grosso vai reduzir custos de produção, ampliar a produtividade e criar novas oportunidades de negócios para milhares de famílias da agricultura familiar. Com investimento de R$ 1,4 bilhão, o Programa MT Trifásico, lançado pelo Governo de Mato Grosso em parceria com a Energisa, busca levar energia de maior capacidade e eficiência às comunidades rurais.
Para o produtor rural Carlos Roberto Leite da Silva, que trabalha com o cultivo de café há 22 anos, na Chácara Itapejara, conhecida como Café do Produtor, na região da Linha 12, em Tangará da Serra, a ampliação da rede trifásica pode representar um divisor de águas para os pequenos produtores do Estado.
“Essa iniciativa foi de grande valia para nós e vai melhorar muito a realidade de quem mora no campo. Muitos pequenos produtores não têm condições de implantar a energia trifásica por conta dos custos. Com a rede trifásica, além de ter uma energia mais eficiente, os equipamentos utilizados também são mais baratos. Na nossa propriedade, por exemplo, com energia monofásica, precisamos fazer um investimento de R$ 18 mil. Se fosse trifásica, esse custo seria de cerca de R$ 5 mil”, explicou.
Segundo Carlos Roberto, o benefício vai muito além da redução de custos. A ampliação da rede trifásica cria condições para que produtores familiares possam investir em agroindústrias e agregar valor à produção.
“Muitos produtores que trabalham com lavouras, leite ou frutas sonham em montar uma agroindústria para produzir queijos ou processar polpas, mas encontram dificuldades por causa da energia monofásica. Para nós, que trabalhamos com a indústria do café, a energia trifásica é essencial e vai ser um divisor de águas. Essa iniciativa do Governo do Estado vai ajudar muitas famílias a crescerem e desenvolverem seus negócios”, afirmou.
O Programa MT Trifásico prevê a construção de 5 mil quilômetros de rede trifásica entre 2026 e 2030, com investimento total de R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 700 milhões do Governo do Estado e outros R$ 700 milhões da Energisa.
A iniciativa busca ampliar o acesso à energia de qualidade nas áreas rurais, impulsionando a produção, fortalecendo pequenas agroindústrias e promovendo o desenvolvimento econômico dos municípios do interior.
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