Mato Grosso

SES apoia e participa de seminário que debaterá ações de enfrentamento à hanseníase em MT

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) apoia a realização do seminário “Construindo Ações para Mato Grosso Livre da Hanseníase”, que será realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), nos dias 4 e 5 de novembro. As inscrições já estão abertas. Clique aqui para se inscrever.

O encontro reunirá especialistas com atuação local e nacional no auditório “Lenine de Campos Póvoas”, da Escola Superior de Contas do TCE, em Cuiabá.

Gestores da SES integrarão o debate de quatro painéis do evento, além de também participarem das mesas redondas e de apresentação, previstas na programação do seminário.

“O fato de Mato Grosso ser hiperendêmico para a doença demonstra que o Estado diagnostica os pacientes para o início do tratamento, fator que é primordial para uma doença silenciosa como a hanseníase. Existem sim melhorias que precisam ser discutidas e a mobilização da sociedade civil, do Governo e das instituições públicas é fundamental para o alinhamento das ações e efetividade das políticas”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, que participará do evento.

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Dentre os painéis compostos por gestores da SES, estão:
• Mesa de apresentação sobre as Ações de Controle da Hanseníase para Mato Grosso (04.11, às 11h10);
• Painel 2, sobre a Proposição de Agendas para o Cuidado Integral das Pessoas com Hanseníase (04.11, às 13h45);
• Painel 4, sobre a Organização Central e Regionalizada do Serviço de Média e Alta Complexidade no Tratamento e Habilitação da Pessoa com Hanseníase (04.11, às 15h20);
• Painel 5, sobre a Rede de Atenção Primária à Saúde com Foco em Hanseníase e a Saúde Digital para o Controle da Hanseníase (04.11, às 16h10);
• Painel 6, sobre a Condução da Política de Ensino, Pesquisa e Educação Permanente sobre Hanseníase e Boas Práticas (05.11, às 8h30);
• Mesa redonda sobre os Desafios e Propostas de Ações Estratégicas para Mato Grosso Livre da Hanseníase (05.11, às 9h45).

Acesse à programação completa do seminário “Construindo Ações para Mato Grosso Livre da Hanseníase” neste link.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do TCE-MT.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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