Mato Grosso

SER Família Capacita forma turma de pintores imobiliários na Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães

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Dezenove detentos da Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães se formaram no curso de “Pintor de Obras Imobiliárias”, promovido por meio do Programa SER Família Capacita, do Governo do Estado, em parceria com o Servico Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O programa, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, é gerido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). Eles receberam os certificados em uma cerimônia na sexta-feira (17.11).

Esta é a terceira turma formada em unidades prisionais em Mato Grosso pelo SER Família Capacita. A primeira foi na Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis, com o curso de Construtor de Alvenaria, no mês de outubro; e a segunda no Presídio Feminino Ana Maria do Couto May, com a capacitação também em Construtor de Alvenaria.

A Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães é a unidade de referência para prisão de policiais militares e civis desde setembro de 2021.

A superintendente de Promoção do Trabalhador da Setasc, Danielli Denise Santos, ressaltou a importância da realização da capacitação dentro de uma unidade prisional, principalmente quando é necessário sair da zona de conforto para aprender uma nova profissão. Ela agradeceu a participação dos formandos e explicou que há outros cursos que também podem ser realizados.

“Estamos extremamente felizes por estarmos realizando essa certificação, que atende vários objetivos do Programa que é a educação, o amadurecimento profissional que pode gerar um empreendedorismo e também a oportunidade de um novo emprego. Parabéns a todos”, completou.

Para o instrutor do Senai, Helton Henrique Nascimento da Costa, a realização do curso dentro de uma unidade prisional é de suma importância pois, além de ensinar uma nova profissão, também ocupa a mente e demonstra que todos podem aprender algo novo.

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“É uma ação muito boa, pois o Programa SER Família Capacita oferece a oportunidade de aprender uma nova profissão, de se capacitar, e o mercado está em falta de mão de obra qualificada. Daqui, eles podem sair para o mercado de trabalho”, enfatizou.

De acordo com a gerente do Senai do Distrito Industrial, Roberta Rodrigues, a iniciativa do Governo do Estado é muito importante, pois dá a oportunidade de ter uma formação, de poder ser um empreendedor ou mesmo se aperfeiçoar em uma nova profissão. Ela falou ainda sobre as turmas do SER Família Capacita que são formadas por meio de parcerias com outras associações e entidades, como é o caso da Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães.

“Fizemos uma análise recente e identificamos que as turmas com base em parcerias têm mais aderência dos estudantes. E que as capacitações realmente têm feito a diferença para as pessoas que estudam e conseguem se qualificar. Tem pessoas que realmente estão aproveitando a oportunidade ao máximo”, contou.

De acordo com o diretor da Cadeia Pública de Chapada de Guimarães, Geovane Ferreira do Amaral, as capacitações do SER Família Capacita, aplicadas nas unidades prisionais são de suma importância, pois preparam os reeducandos para quando estes cumprirem suas penas.

“Eles estarão capacitados para arrumar um emprego após a saída da unidade, serão úteis para a sociedade, e este é o nosso objetivo, ressocializar. Além disso, existe a questão da remissão de pena, a cada 12 horas de estudo, é reduzido um dia da pena. E também ocupam a cabeça”, explicou.

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O formando Roberto Magalhães Pinto, de 62 anos, está detido há 1 ano e quatro meses e tem uma pena de sete anos para cumprir, e afirmou que tudo o que vier de curso é bom, tanto para ter uma nova profissão quanto para a remissão da pena.

“Eu já tinha uma experiência, mas aprendi muito mais. Aprendi a fazer a medição, a misturar as cores, orçamento, a metragem da obra para poder saber cobrar pelo serviço. Pretendo aplicar lá fora, quando eu sair, para ter uma renda extra e sustentar minha família. Esse programa é uma ação muito boa, muito importante”, afirmou.

Thiago Alves Colon, de 35 anos, que também recebeu o certificado de Pintor de Obras Imobiliárias, contou que aprendeu muita coisa nova, que ainda não sabia, e que agora tem uma opção de trabalho fora da unidade tanto para completar a renda quanto para ser outra profissão.

“Esse curso representa uma chance de buscar outros meios de qualificação, desenvolver a aprendizagem e assim ter uma nova profissão. Pretendo fazer outros cursos do SER Família Capacita pois é uma ação muito boa e está ressocializando quem está querendo uma nova chance”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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