Mato Grosso

Seplag discute serviços públicos inteligentes para uma sociedade digitalmente conectada à cidadania

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), realizou o evento MT 4.0: uma sociedade conectada, nesta quinta-feira (11.04), no auditório do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Gestores estaduais e especialistas debateram os rumos da administração pública estadual por meio de palestras, painéis e mesas redondas. O evento reuniu cerca de 400 pessoas.

Durante a abertura do evento, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, falou dos investimentos do Governo de Mato Grosso em serviços digitais, que geram eficiência e economia, melhorando o atendimento da população mato-grossense. No ranking de 2023 da Associação Brasileira de Entidades Estaduais (Abep-TI), o Governo de MT aparece com o conceito Muito Bom referente ao crescimento de ofertas de serviços digitais.

“Só de 2019 a 2023, a atual gestão investiu R$638 milhões em Tecnologia da Informação, superando os investimentos realizados por gestões anteriores no período de 2009 a 2018, que registraram R$630 milhões”, informou o secretário.

Neste sentido, o Governo de Mato Grosso e o Sebrae MT assinaram um Termo de Colaboração, que visa implementar ações para o avanço do Programa do Governo Digital, fomentando o intraempreendedorismo e a inovação em práticas públicas, com ênfase nas temáticas de sustentabilidade, transformação digital, compras públicas, atendimento ao usuário e eficiência.
 


 

Basílio ressaltou a importância desse diálogo com o Sebrae para potencializar as atividades de intraempreendedorismo na administração pública estadual. “O Sebrae tem o know-how para acelerar a transformação digital e, em posse dessas competências, os servidores públicos estarão melhores preparados para inovar nas suas áreas de atuação”, destaca.  O secretário explicou que no setor público o lucro do empreendedorismo é o bem comum. 

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A diretora superintendente do Sebrae em Mato Grosso, Lélia Brun, afirma que o termo de colaboração com o Governo de Mato Grosso é um marco para a instituição. “É a primeira vez que o Sebrae implementa essa ação com o Governo. Acreditamos que, à medida que todas as iniciativas estabelecidas no programa forem efetivadas, certamente, quem ganhará é a sociedade, com agilidade e excelência na entrega dos serviços ofertados pelo Governo”.


Transformação digital

 

Após a abertura oficial do evento, o público acompanhou a palestra do especialista em Gestão Pública e Inovação, Guto Ferreira, que falou sobre a alta performance na gestão pública.

“Nós que estamos em Brasília temos Mato Grosso como grande case nacional em governo e transformação digital. É um Estado voltado majoritariamente para o agronegócio e que agora também se destaca pela transformação digital no Governo. O impacto disso vai desde a própria transformação natural de acesso a serviços digitalizados ao cidadão até a oportunização de novos trabalhos na administração pública”, destaca Ferreira.


 

Ainda no período da manhã, foi realizada a palestra magna com Rodrigo Fernandes, gerente regional do Centro-Oeste para setor público da Google Cloud, que abordou o tema “Impacto da Inteligência Artificial no Governo de MT”.

Também palestraram o secretário de Educação (Seduc), Alan Porto, a adjunta da Contadoria Geral do Estado (Sace-Sefaz), Anésia Batista. Além do superintendente do Governo Digital e Inovação em Práticas Públicas da Seplag, Washington da Silva, e os diretores de Relacionamento com Cliente e de Tecnologia da Informação e Comunicação da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), respectivamente, Paulo Macedo e Sócrates de Barros.

De acordo com o secretário adjunto de Planejamento e Governo Digital da Seplag, Sandro Brandão, o evento demonstra como o movimento digital pode ser um potencializador de políticas públicas. “Temos trabalhado para entregar serviços com eficiência para a população. Um exemplo é o aplicativo MT Cidadão que concentra mais de 600 serviços”, exemplifica o adjunto.

O evento contou com a participação do secretário-chefe de Gabinete do Governador, tenente-coronel PM Jordan Espíndola dos Santos, do secretário adjunto de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e Inovação da Seciteci-MT, Rodrigo Bruno Zanin, e do representante do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Xavier.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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