A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT) iniciou, nesta terça-feira (8.7), o período de inscrições para o programa de Residência Técnica da administração pública estadual. Os interessados têm até dia 21 deste mês para se inscrever exclusivamente online pelo Sistema Estadual de Seleção de Mato Grosso (Sies-MT). O seletivo será para cadastro de reserva.
Serão selecionados bacharéis em Direito, Estatística, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, além de tecnólogos em Marketing, Design Gráfico e Gestão de Pessoas para a formação de cadastro reserva. Para se inscrever, é preciso ter se formado nos últimos 10 anos e estar cursando pós-graduação em nível de especialização, mestrado ou doutorado.
A seleção vai considerar a análise do coeficiente de rendimento do estudante, avaliação de títulos, formação e experiência em estágio extracurricular. Além disso, é necessário submeter também documentos como carteira de identidade e cadastro de pessoa física.
Uma vez convocado para atuar numa das dependências do Governo Estadual de Mato Grosso, o residente técnico contará com bolsa-auxílio de R$3.250,00 e auxílio transporte de R$209,24. O período de atuação fica condicionado a 30 horas semanais, ou seja, seis horas diárias.
A Residência Técnica do Governo de Mato Grosso oferece a estudantes de pós-graduação a oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos na prática profissional, com atividades supervisionadas em órgãos da administração pública estadual. O Programa foi disposto por meio da Lei Estadual nº 12.330, de novembro de 2023, e regulamentado pelo Decreto nº 704, de fevereiro de 2024.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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