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“Semana Pedagógica é divisor de águas na educação pública de Mato Grosso”, avalia diretor regional do Polo Tangará da Serra

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A Semana Pedagógica 2026, promovida pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), termina nesta sexta-feira (23.1), no Complexo Leila Maluf, em Cuiabá, após se afirmar como um dos principais marcos de planejamento e alinhamento estratégico da educação pública estadual.

O evento, que teve início no dia 19 de janeiro, reúne cerca de 10 mil servidores da Rede Estadual de Ensino, entre gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores, nutricionistas e técnicos, com foco no alinhamento das diretrizes pedagógicas, administrativas e de gestão para as 628 escolas da rede, às vésperas do início do ano letivo, previsto para 2 de fevereiro.

Para o diretor regional de Educação do polo Tangará da Serra, Saulo Scariot, a Semana Pedagógica representa um divisor de águas na história da educação pública de Mato Grosso. Segundo ele, a formação impactou diretamente o engajamento e a motivação dos profissionais que atuam na linha de frente das escolas estaduais.

“Foi possível perceber, no olhar e na narrativa de cada gestor, coordenador e professor, o quanto essa formação dialogou com a prática e fortaleceu o compromisso coletivo com a qualidade do ensino, pensando nos desafios reais do ano letivo de 2026”, avaliou.

Durante os cinco dias de programação, os profissionais responsáveis pelo planejamento escolar participaram de oficinas rotativas com atividades práticas, voltadas ao aprimoramento das metodologias de ensino e da gestão pedagógica.

A agenda incluiu ainda a posse e atribuição de novos servidores concursados, além de ações de valorização profissional, como o lançamento do SuperChef 2026, iniciativa voltada à Área de Alimentação Escolar, que reconhece e estimula boas práticas no preparo da merenda nas unidades da rede estadual.

Scariot destacou que o trabalho iniciado em Cuiabá terá continuidade nas escolas entre os dias 26 e 30 de janeiro, quando os profissionais irão replicar os conhecimentos adquiridos durante a continuidade da Semana Pedagógica.

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“Esse movimento garante que a formação não fique restrita ao evento, mas se transforme em ações concretas no cotidiano escolar. Quem ganha com tudo isso são os nossos estudantes, que terão uma educação mais alinhada, qualificada e comprometida com o seu desenvolvimento”, afirmou.


Evento contou com a participação das 13 Diretorias Regionais de Educação

Na avaliação da diretora regional de Educação do polo Pontes e Lacerda, Andréa de Andrade Bretas Guimarães, a Semana Pedagógica evidenciou o cuidado do Governo de Mato Grosso com a educação pública. Para ela, a iniciativa da Seduc, sob a condução do secretário Alan Porto, proporcionou um espaço efetivo de escuta, alinhamento e fortalecimento das ações pedagógicas da rede. Andréa ressaltou a Estratégia das 16 colmeias como um dos pontos altos da programação, ao incentivar o trabalho colaborativo, a troca de experiências e a construção coletiva do conhecimento entre os profissionais.

A diretora também destacou que a formação direcionada a gestores, coordenadores, diretores escolares, secretários e equipes psicossociais é fundamental para a condução do trabalho nas unidades. Segundo ela, além da etapa presencial, a formação continuada segue com a replicação nas escolas e com o suporte da Plataforma Avadep, que amplia as possibilidades de desenvolvimento profissional.

“Essa combinação entre encontros presenciais, momentos coletivos nas escolas e formações on-line fortalece uma gestão qualificada, colaborativa e comprometida com a aprendizagem dos estudantes”, afirmou.

Para a diretora regional de Educação do polo Cáceres, Soeli Aparecida Rossi, o evento foi um privilégio para os profissionais da educação, tanto pelo alto nível das formações quanto pelo cuidado e planejamento envolvidos. Ela ressaltou a participação expressiva da regional, com quase 500 profissionais presentes em Cuiabá, e os relatos positivos sobre a relevância do processo formativo. “Tudo foi pensado com responsabilidade e carinho, para que possamos receber nossos estudantes com qualidade e garantir um ano letivo de excelência”, destacou.

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O diretor regional de Educação do polo Alta Floresta, Claiton Lira Perin, enfatizou a excelência organizacional do evento e a valorização dos profissionais da educação. Segundo ele, o formato das Colmeias e dos grupos de trabalho favoreceu o diálogo qualificado entre professores, diretores e coordenadores, além de garantir foco nas especificidades de cada área do conhecimento.

Claiton também elogiou a logística, o acolhimento aos novos concursados e as orientações sobre ética, vida funcional, saúde e segurança no trabalho. “Vivemos um momento edificante na educação de Mato Grosso, com valorização real do profissional e um olhar atento a todos os setores que fazem a escola acontecer”, concluiu.

Ao avaliar a realização da Semana Pedagógica, o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou que a programação central marca, na verdade, o início de um novo ciclo de trabalho nas escolas da rede estadual. Segundo ele, a continuidade das formações nas unidades escolares reafirma o compromisso da Seduc com uma educação pública colaborativa, planejada e conectada com as reais necessidades de cada território.

“Esse movimento garante que tudo o que foi construído coletivamente ao longo desta semana se transforme em prática pedagógica, em organização e em cuidado com o processo de ensino e aprendizagem”, afirmou.

O secretário também aproveitou para dar as boas-vindas à comunidade escolar e desejar um excelente início de ano letivo. “A partir do dia 2 de fevereiro, nossas escolas estarão de portas abertas para receber estudantes, famílias e profissionais da educação. Que este seja um ano marcado pelo acolhimento, pela valorização de cada servidor e pelo compromisso com a aprendizagem dos nossos alunos. A Seduc segue ao lado de cada escola, fortalecendo o trabalho coletivo e construindo, junto com a comunidade escolar, uma educação pública cada vez mais forte e de qualidade em Mato Grosso”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Caso de sucesso apoiado pela Seaf e Programa REM MT reforçam potencial dos editais de R$ 18,6 milhões abertos em Mato Grosso

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O fortalecimento da cafeicultura tem transformado a realidade de produtores rurais da comunidade Sol Nascente, em Mato Grosso. Um dos exemplos é a história da agricultora familiar Ana Aparecida Bandini Rossi, presidente da Associação Comunitária do Sol Nascente, que reúne atualmente 67 famílias associadas.


Ao lado do esposo, Osvaldo Rossi, voluntário na associação, Ana vive no Sítio Jerusalém, onde a família retomou o cultivo do café após anos afastada da atividade. A associação, localizada na própria comunidade, recebeu recursos do Programa REM MT, que permitiram a reforma da agroindústria e a aquisição de equipamentos para processamento do café, fortalecendo toda a cadeia produtiva na comunidade.

“Na associação nós temos a agroindústria e trabalhamos toda a cadeia do café. Com o projeto aprovado pelo REM MT, conseguimos reformar um dos barracões, adquirir equipamentos para torrefação e beneficiamento e criar oportunidades para que os associados possam trabalhar desde a colheita, secagem e processamento até a embalagem e comercialização do produto”, destaca Ana.


Segundo ela, o apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), parceira do Programa REM MT, coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), juntamente com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e as secretarias municipais de agricultura, tem sido fundamental para o crescimento da atividade na região.

A comunidade tem uma relação histórica com a cafeicultura. Ana e a família chegaram à região em 1986, vindos do Paraná, atraídos pelo potencial da cultura. Com o passar dos anos, a produção perdeu força, mas voltou a ganhar espaço graças às novas tecnologias e variedades mais produtivas.

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“Na década de 80 tínhamos uma produção muito forte de café, depois ela declinou. Hoje estamos retomando porque acreditamos nessa proposta do Governo do Estado de trazer tecnologia para o campo. Os clones de café desenvolvidos e difundidos com apoio da Empaer produzem muito mais em uma área menor. Antes tínhamos uma área grande e colhíamos menos. Hoje produzimos mais em um espaço menor”, afirma.


O resultado desse trabalho pode ser visto na estrutura da associação. De acordo com Osvaldo Rossi, a antiga instalação deu lugar a uma agroindústria moderna e acessível aos produtores da comunidade.

“Antes aqui era um barracão antigo. Hoje temos uma estrutura adequada. Foram investidos cerca de R$ 1 milhão por meio do REM e toda a comunidade tem acesso à agroindústria”, ressalta.

O sucesso da Associação Comunitária do Sol Nascente é um exemplo dos resultados alcançados com os investimentos do Programa REM MT. Agora, novas organizações têm a oportunidade de acessar recursos por meio de dois editais que estão com inscrições abertas e somam R$ 18,6 milhões em investimentos. Os recursos serão destinados a projetos voltados ao fortalecimento da bioeconomia, da agricultura familiar, dos povos e comunidades tradicionais, da proteção ambiental, da geração de renda e da melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas em Mato Grosso.

São R$ 10 milhões destinados ao Edital do Subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais e R$ 8,6 milhões para o Edital do Subprograma Territórios Indígenas. As inscrições seguem até o dia 8 de julho e podem ser realizadas por organizações que atendam aos critérios previstos nos editais. A expectativa é ampliar iniciativas sustentáveis em todo o estado, fortalecendo organizações e comunidades que trabalham com produção sustentável, conservação ambiental e desenvolvimento local.

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– Edital Agricultura Familiar e PCTs (incluindo indígenas): https://fas-amazonia.org/editalremmtafpct2026/

– Edital Territórios Indígenas: https://fas-amazonia.org/editalremmtti2026/

Conheça o REM MT

O Programa REM MT é uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido ao Estado de Mato Grosso pelos resultados alcançados na redução do desmatamento.

Entre 2022 e 2025, o programa apoiou 155 projetos, beneficiando 131 organizações sociais, incluindo 104 associações e cooperativas, nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Os resultados incluem mais de 500 aldeias atendidas, 43 povos indígenas beneficiados, 108 municípios alcançados, mais de 44 mil pessoas atendidas e cerca de 160 mil hectares de desmatamento evitados no estado.

Os editais estão disponíveis no site da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), gestora financeira do Programa REM MT. O Programa é coordenado pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e conta com a parceria da Seaf-MT, da Empaer e de diversas instituições que atuam no fortalecimento da agricultura familiar, da produção sustentável e do desenvolvimento das comunidades rurais mato-grossenses.

Fonte: Governo MT – MT

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