A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, participou, durante toda esta semana, do Show Safra 2026, com um estande institucional para orientar sobre a regularização ambiental e a validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades rurais.
Outro destaque da feira foi a renovação do acordo de cooperação entre governo e prefeitura para a segunda fase do Lucas do Rio Verde Legal. O objetivo é concluir o projeto, que busca regularizar todas as propriedades rurais do município.
“Nós vamos novamente acolher o produtor rural para explicar o que falta no seu processo para que ele, efetivamente, regularize a sua propriedade. Será um grande mutirão de trabalho, um balcão de atendimento ao produtor que foi iniciado durante o Show Safra e deve continuar, nos próximos meses, na prefeitura municipal”, explicou a secretária adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto.
Criado em 2006, o projeto Lucas do Rio Verde Legal surgiu a partir de uma parceria entre o Governo do Estado, a prefeitura, empresas do agro, o sindicato rural e organizações, como a The Nature Conservancy (TNC) e a Fundação Rio Verde. A iniciativa foi responsável por georreferenciar imóveis rurais e diagnosticar passivos ambientais, servindo de base para a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no novo Código Florestal de 2012.
Idealizador do projeto e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, relembrou os resultados expressivos alcançados com o projeto. “Através desta iniciativa, nós descobrimos que o município tinha 865 nascentes de água e reflorestamos todas elas. Repomos 4.700 hectares de mata ciliar. Isso atraiu diversas delegações, que vieram ver o modelo que estávamos fazendo. Esse projeto nasceu aqui, deu bons frutos, se replicou e é um marco de consciência ambiental”, destacou.
Luciane Bertinatto destacou ainda que, na renovação do acordo de cooperação, está prevista a inclusão da educação ambiental, com o envolvimento de escolas do interior no plantio de mudas em áreas a serem recuperadas, utilizando espécies preservadas no Museu do Cerrado, localizado em Lucas do Rio Verde. A iniciativa também abrange a agricultura familiar, incentivando projetos produtivos sustentáveis em áreas de recuperação, permitindo que pequenos produtores conciliem regularização ambiental e geração de renda.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) identificou falhas e irregularidades nas medidas de segurança contra incêndio e pânico nos três estabelecimentos de compra e venda de sucatas fiscalizados durante a Operação Integrada Via do Cobre, realizada nesta sexta-feira (9.10), em Cuiabá. Foram encontrados armazenamento irregular de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), equipamentos de combate a incêndio inadequados e falta de licenças obrigatórias.
As vistorias resultaram em notificações e advertências aos responsáveis, enquanto os estabelecimentos foram interditados em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Ordem Pública. Além disso, os três proprietários foram encaminhados à delegacia, sendo que um deles recebeu voz de prisão por receptação, adulteração de sinais identificadores de veículo e furto de energia elétrica.
A operação reuniu equipes do Corpo de Bombeiros Militar, das polícias Militar e Civil, da Politec e da Secretaria Municipal de Ordem Pública. O objetivo foi combater furtos, roubos e a receptação de cabos, fios e outros materiais que contenham cobre. A fiscalização também teve como finalidade impedir que os estabelecimentos fossem utilizados para adulterar sinais identificadores de veículos roubados ou furtados.
De acordo com o coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, diretor Operacional do CBMMT, a atuação dos bombeiros teve como foco verificar as condições de segurança das edificações e prevenir situações que possam colocar em risco trabalhadores, clientes e demais pessoas que frequentam os locais. As equipes avaliaram a presença de equipamentos de combate a incêndio, as condições das instalações e o cumprimento das exigências previstas nas normas técnicas.
“Ao todo, três edificações foram notificadas. Uma delas foi interditada devido ao risco iminente de incêndio, em razão do armazenamento ilegal e irregular de GLP. As demais foram notificadas e deverão se regularizar, apresentando a documentação necessária e obtendo as licenças de funcionamento, incluindo o alvará de segurança contra incêndio e pânico”, explicou.
Irregularidades
No estabelecimento localizado no bairro Nova Esperança, os militares encontraram grande quantidade de baterias, recipientes contendo Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), cilindros de gases utilizados em sistemas de ar-condicionado e um inversor de energia fotovoltaica instalado em local inadequado, sem as medidas preventivas necessárias. Essas condições representam risco elevado de incêndio.
Além disso, o imóvel, que possui 1.284,92 metros quadrados de área construída, não contava com Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP) aprovado pelo CBMMT nem com alvará de segurança. Diante das irregularidades, foram emitidos termos de advertência e notificação para que a empresa providencie as adequações necessárias.
Para regularizar a situação, a empresa deverá instalar sistema de hidrantes, extintores de incêndio, sinalização e iluminação de emergência. Também deverá adequar o espaço de armazenamento do GLP utilizado na empilhadeira e corrigir a instalação do inversor fotovoltaico.
No estabelecimento localizado no bairro Novo Colorado, os bombeiros também constataram a ausência de medidas de segurança contra incêndio e pânico, além da falta de alvará ou certificado de segurança. O responsável foi notificado e advertido a providenciar a instalação de dois extintores, iluminação de emergência, placas de sinalização de saída, corrimãos e guarda-corpos nas escadas.
Já no estabelecimento localizado no bairro Centro Norte, a equipe verificou que o imóvel possuía alvará simplificado vigente. Apesar disso, um dos extintores estava com a validade vencida, o que levou à notificação para substituição do equipamento.
Operação Integrada Via do Cobre
A Operação Integrada Via do Cobre mobilizou cerca de 100 agentes públicos para fiscalizar estabelecimentos que comercializam materiais recicláveis, metais e peças usadas. A ação teve como foco combater furtos, roubos e receptação de fios, cabos de cobre e outros materiais, além de coibir a adulteração de sinais identificadores de veículos roubados ou furtados.
A força-tarefa contou com 48 policiais militares, incluindo equipes da Força Tática, do Grupo de Apoio (GAP), do Batalhão Ambiental e da Inteligência; 24 policiais civis; 15 servidores da Secretaria Municipal de Ordem Pública; oito bombeiros militares; e quatro profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
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