Mato Grosso

Sema e município de Sorriso desenvolvem projeto para aproveitamento de resíduos de podas e da construção civil

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) firmou parceria para realização de projeto piloto, no município de Sorriso, voltado ao aproveitamento de resíduos florestais oriundos de processo de podas e da construção civil em perímetro urbano, com geração de créditos no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).

A iniciativa deve servir de base para elaboração de normatização sobre a temática em nível estadual. A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, explica que o projeto será desenvolvido por meio de cooperação mútua entre a Sema e município de Sorriso, tendo como interveniente o Ministério Público Estadual.

“Desenvolver soluções para o aproveitamento de resíduos provenientes de podas urbanas e da construção civil é uma medida estratégica de gestão ambiental. Além de eliminar passivos que sobrecarregam aterros e estimulam o descarte irregular, conferimos destinação nobre a um recurso natural já disponível, promovendo eficiência no uso de materiais, redução de impactos e alinhamento às melhores práticas de sustentabilidade”, ressaltou a secretária.

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O secretário de Agricultura e Meio Ambiente (Sama) de Sorriso, Clóvis Picolo Filho, destaca que o projeto representa um importante passo na gestão ambiental e no fortalecimento de boas práticas ambientais. “Com esta iniciativa, todo o resíduo ambiental urbano poderá ser rastreado, descartado de forma correta e com segurança jurídica”, afirmou.

Segundo a promotora de Justiça Carina Sfredo Dalmolin, a realização do projeto piloto para aproveitamento dos resíduos florestais oriundos de podas e da construção civil é uma medida que contribui para a desativação do “lixão” em Sorriso, que é objeto de TAC celebrado em 2013 com o município.

“O termo de cooperação destrava obrigações pendentes, especialmente quanto à destinação dos resíduos da construção civil e das podas. O Ministério Público vê com bons olhos a parceria entre a Sema e o município, que inicia um projeto piloto para transformar um passivo ambiental antigo em um processo regulado e sustentável.”, ressaltou a promotora.

Como vai funcionar

Segundo a superintendente de Gestão Florestal da Sema, Tatiana Arruda, o aproveitamento consistirá em dois tipos de resíduos, os oriundos de podas urbanas autorizados pelas prefeituras e os resíduos de madeiras serrada de construção civil, que são madeiras usadas para a produção de cavaco.

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“Trata-se de um projeto piloto. O município de Sorriso vai fazer a quantificação dos resíduos e promover a emissão da autorização. A Sema promove o lançamento no Sistema de Controle de Transporte Florestais”, explicou.

A prefeitura de Sorriso enviará à Sema a Autorização de Aproveitamento de Resíduo Florestal com informações como a quantidade de produtos a serem lançados, devidamente separados como resíduos de podas urbanas e de construção civil. O órgão ambiental colocará então o saldo autorizado no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisfora), para a transformação em cavaco.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Complexo Aquático Arena Pantanal é uma estrutura nova de extrema excelência”, afirma vice-presidente do Comitê Paralímpico

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Representantes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e atletas com deficiência aprovaram a estrutura do Complexo Aquático Arena Pantanal, neste fim de semana, durante a prova de natação na etapa do Meeting Paralímpico em Mato Grosso. O evento foi realizado pelo CPB, com apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Secel-MT).

“O Complexo Aquático Arena Pantanal é uma estrutura nova de extrema excelência para os atletas, uma estrutura adequada com uma equipe qualificada para uma competição de alto nível”, destacou o vice-presidente do CPB, Yohansson Ferreira.

De São Paulo, a responsável pela realização do evento em Cuiabá, árbitra Adilma Arruda Rodrigues, afirmou que o modelo do complexo deveria ser o padrão de estrutura de competições de natação para o Brasil todo. “É esse modelo que a gente gostaria de ver em outros lugares do país. Está perfeito, achei a estrutura maravilhosa”, avaliou.


Vinte e dois atletas com deficiência participaram da competição e a torcida de pais e amigos fez o diferencial. Um dos destaques foi o adolescente Welsley Almeida Nunes da Silva, de 16 anos, que conquistou a medalha de ouro nos 100 metros livre e nos 100 metros costas. De Sorriso, ele avaliou que a estrutura do complexo aquático melhorou 100%. “Ficou excelente. Também gostei dos vestiários e da arquibancada coberta com cadeiras”, ressaltou.


Wesley começou a fazer natação após a descoberta de uma doença rara que leva ao atrofiamento dos nervos. Na competição, ele contou com a torcida dos dois treinadores e da amiga da família, Alana Peixoto. “Meu irmão também é técnico da equipe de natação Brasil Dourado, de Sorriso. Cada um dos treinadores têm uma metodologia, com treinos espaçados distintos”, explica.

Conforme Alana, a natação precisava realmente de um ponto de referência no Estado. “Precisávamos há anos de uma estrutura física adequada para crianças. O lugar está maravilhoso”, destacou.


Com 12 anos, Bryan Assunção ganhou a medalha de prata nos 50 metros peito na categoria sub-14. “A sensação de vitória é muito boa. Meu sonho é ser um atleta de primeira, ser muito bom nisso”, revelou. De Várzea Grande, ele treina no Centro de Referência Paralímpico no município, construído pelo CPB, em parceria com a Secel-MT e Prefeitura, que doou o terreno. A obra foi inaugurada em 2023.

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A fotógrafa e social mídia, Crislaine Evelyn de Arruda Marques, mãe de Bryan, buscou inicialmente na natação uma alternativa para melhorar a saúde do filho. “Primeiramente, coloquei para o Bryan na natação por indicação médica para fortalecer o músculo e o organismo porque ele tem deficiência na perna”, explicou.


Quando Bryan passou a treinar no Centro de Referência, a família passou a enxergar a possibilidade de participação em competições. Bryan melhorou fisicamente, mentalmente e, principalmente, nas questões emocionais. “O esporte desperta uma sensação de confiança, uma busca por ser melhor”, analisa Crislaine.

Ao avaliar o Complexo Esportivo Arena Pantanal, ela classificou a estrutura como “coisa de cidade grande”. Segunda a fotógrafa, Cuiabá realmente é uma Capital e precisava de um local apropriado para a natação. “Gostei muito, principalmente do conforto das cadeiras da arquibancada”, concluiu.

No total, 154 atletas com deficiência disputaram as provas de natação e de atletismo do Meeting Paralímpico de Mato Grosso. O evento serviu como seletiva para competições nacionais e como referência para rankings brasileiros. A prova de atletismo foi realizada no Centro Olímpico de Treinamento (COT) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.


Inaugurado em março deste ano, o Complexo Aquático Arena Pantanal, no bairro Verdão, em Cuiabá, conta com investimentos de R$ 13 milhões do Governo de Mato Grosso. A estrutura completa tem uma área construída de 2.504 m² e inclui vestiários climatizados, arquibancada coberta com mais de 800 assentos e capacidade para público de até 1,2 mil pessoas.

Com 50 m de comprimento por 25 m de largura, além de 2,20 metros de profundidade, a nova piscina passou por uma recomposição estrutural completa, que proporciona funcionalidade e conforto para treinamentos e competições de esportes aquáticos no Estado.

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Atletismo

Entre os destaques do Meeting na modalidade de atletismo, no COT da UFMT, estava o atleta baiano Calvin Vinicius, de 20 anos, que competiu no arremesso de peso da classe F36 (paralisados cerebrais). Morando em Várzea Grande desde 2015, ele começou no esporte paralímpico na modalidade badminton.

Disputando pela classe SL4 (comprometimento nos membros inferiores), ele chegou a disputar em 2023 as Paralimpíadas Escolares por Mato Grosso, principal competição do mundo para crianças e jovens com deficiência em idade escolar. Contudo, não subiu ao pódio.


Naquele momento decidiu que mudaria de esporte. “Decidi então ir para o atletismo. Já gostava da modalidade e acredito que tenho mais chances de ir à Seleção Brasileira”, disse o atleta, que conquistou o ouro no arremesso de peso, com a marca de 8,43m. Mas, a especialidade de Calvin é o lançamento de dardo, que não teve no Meeting para a classe dele.

A transição para o atletismo exigiu dedicação. “No início, foi um desafio. Mas agora é uma paixão. Descobri meu verdadeiro potencial e que posso ir mais longe do que eu imaginava”, pontuou. “Tenho orgulho de representar o esporte paralímpico. Sigo buscando evoluir, quebrar meus próprios limites e conquistar resultados ainda melhores”, completou.

Meeting

Organizado pelo CPB, o Meeting Paralímpico busca descentralizar e fomentar o esporte entre os atletas com diferentes níveis de deficiência em todo o território nacional.

Neste sábado (23), foram realizadas simultaneamente as etapas em Cuiabá, Manaus e Natal. Até agosto, o Meeting vai percorrer todas as demais Unidades Federativas brasileiras, com a última etapa prevista para 6 a 8 de agosto em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico.

Fonte: Governo MT – MT

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