Prédios centenários de irejas católicas estão sendo restaurados com recursos do Governo de Mato Grosso, por meio do Edital MT Preservar, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Dos 24 projetos aprovados na seleção pública, seis são voltados para recuperação de prédios religiosos em Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal, Poconé e Barra do Bugres.
Os investimentos na recuperação de importantes templos religiosos tombados como patrimônio cultural do Estado buscam manter os prédios em boas condições e preservar a história.
“As igrejas contam a história de Mato Grosso e são símbolos da nossa cultura. São prédios com centenas de anos, que necessitam desse trabalho de conservação constante. Por meio do Edital MT Preservar, o Governo do Estado está investimento R$ 3,7 milhões em imóveis históricos e culturais, valorizando a memória e o patrimônio cultural do nosso Estado”, destacou o titular da Secel, Jefferson Neves.
Em Cuiabá, foram contempladas a Igreja Nosso Senhor dos Passos e Igreja Nossa Senhora da Boa Morte. Os projetos aprovados também incluem a Igreja Nossa Senhora da Conceição (Várzea Grande), Igreja Nossa Senhora de Brotas (Acorizal), Igreja de Santa Cruz (Barra do Bugres) e Igreja Menino Jesus (Poconé).
Localizada no Centro Histórico de Cuiabá, a Igreja Nosso Senhor dos Passos passou por obra de recuperação da pintura e do teto da igreja, no valor de R$ 300 mil do MT Preservar.
A missa de celebração de entrega do prédio foi realizada no dia 15 de setembro, e marcou mais um momento da história da edificação, construída em 1792, e símbolo do acervo cultural e religioso da Capital.
A Igreja Nosso Senhor dos Passos está localizada entre as esquinas das ruas 7 de setembro e Voluntários da Pátria, e a sua construção é marcada por duas curiosidades. Foi edificada com a porta de entrada voltada para as ruas do Centro Histórico, como se estivesse de costas para a Prainha. E foi construída a partir de uma promessa de um fiel que teria sido enterrado vivo e conseguiu sobreviver.
Também localizada no centro de Cuiabá, próxima ao Cemitério da Piedade, a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte. O projeto de recuperação conta com R$ 100 mil de investimentos da Secel para adequação das instalações elétricas. A obra está em andamento, com previsão de entrega para agosto de 2024.
A Igreja Nossa Senhora da Boa Morte foi construída em 1810 por uma irmandade composta por escravos alforriados que tinham atuação religiosa e política. Segundo o mestre em História Suelme Fernandes, os fiéis eram predominantemente da população parda, considerando que, na época, os brancos frequentavam a matriz Bom Jesus de Cuiabá e os negros, a Igreja do Rosário e São Benedito.
Outra obra já entregue e concluída com recursos do Edital MT Preservar foi a da Igreja Nossa Senhora de Brotas, em Acorizal, que recebeu R$ 100 mil para recuperação do piso. A inauguração ocorreu no dia 24 de agosto, com a celebração de uma missa para a comunidade.
Em Barra do Bugres, a Igreja de Santa Cruz foi restaurada com pintura, cobertura e novas instalações elétricas. O valor destinado para a obra foi de R$ 300 mil e a inauguração está prevista para dezembro deste ano.
Estão em andamento as obras do prédio da Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Várzea Grande, para restauração da pintura e cobertura da edificação. A previsão de entrega é para março de 2024. Em Poconé, a Igreja Menino Jesus terá recuperação da pintura e instalações elétricas, e o término está previsto para outubro deste ano. Ambas foram contempladas com R$ 100 mil, cada uma.
De forma geral, o Edital MT Preservar contemplou imóveis pertencentes a pessoas físicas, organizações sociais e prefeituras mato-grossenses. As edificações atendidas abrangem comércios, residências, igrejas e locais institucionais, como museu e espaços culturais.
As propostas selecionadas receberam valores de R$ 50 mil, R$ 100 mil, R$ 200 mil e R$ 300 mil. Os recursos incluem conservação e recuperação de fachadas e coberturas, além de adequação para acessibilidade e instalações elétricas, hidrossanitárias e de prevenção contra incêndio.
“São imóveis com relevância histórica e cultural para a população mato-grossense. Muitos bens estavam em risco de ruína. Com os recursos do MT Preservar, o Governo do Estado subsidia um importante movimento de preservação de momentos históricos e de valorização da nossa memória. Além disso, é importante ressaltar que a preservação do patrimônio também é um direito difuso da sociedade”, observou o superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel, Robinson Araújo.
O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.
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