Mato Grosso

Sefaz detalha previsão de receitas e despesas para 2024 em audiência pública

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A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz MT) participou, na tarde desta segunda-feira (11.12), da segunda audiência pública para apresentar a proposta de orçamento do Governo do Estado para 2024. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), em tramitação na Assembleia Legislativa, prevê o montante de R$ 35 bilhões para receita e despesa, com um volume de investimentos na ordem de R$ 4,39 bilhões para execução de ações e serviços públicos em todas as áreas.

Conforme a apresentação feita pelo secretário Adjunto do Orçamento Estadual, Ricardo Capistrano, a proposta orçamentária segue uma projeção mais conservadora, pois considera todos os fatores externos que possam impactar a arrecadação estadual. Dentre os cenários considerados estão as leis aprovadas e ainda em discussão em âmbito federal, além de eventos climáticos como fenômeno El Niño que vai causar a quebra da safra 2023/2024, afetando diretamente a arrecadação do Fundo Estadual de Habitação e Transporte (Fethab).

“A Sefaz tem um princípio fundamental que é adotar a prudência nas suas projeções e defendemos esse princípio basilar da condução da política orçamentária do Estado, justamente para não sermos afetados de forma negativa. Para o PLOA 2024 foram considerados alguns cenários como, por exemplo, a possível quebra da safra que terá um impacto muito significativo, dependendo do nível dessa quebra”, explicou Ricardo Capistrano.

O presidente da Comissão de Fiscalização, Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFOA), da Assembleia Legislativa, deputado Carlos Avalone, acompanhou a audiência pública e ressaltou a preocupação com a quebra de safra. Conforme Avalone, seria imprudente o Governo do Estado não considerar esse cenário.

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“Nós vamos ter, realmente, um problema sério com o plantil de soja e com a safrinha de milho, e não sabemos exatamente quais vão ser todos os impactos disso. Isso preocupa bastante a arrecadação do Estado, então seria uma irresponsabilidade a gente prever alguma coisa maior, que depois daria um buraco aí no orçamento e seria problemático. Nós vamos acompanhar tudo isso, junto com o Estado, para ver como que isso vai se tornar realidade ou não”, pontou o deputado.

O cenário orçamentário para 2024 foi apresentado para a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) e representantes da sociedade. O PLOA 2024 segue, agora, para votação dos deputados estaduais e a primeira votação já ocorre nesta quinta-feira (14.12), durante sessão ordinária no Plenário das Deliberações Deputado Rene Barbour. A previsão é de que o orçamento seja aprovado no mês de janeiro de 2024 pelo Poder Legislativo.

Receita e despesa

Na parte da receita pública, o total líquido disponível para a programação das despesas gerais do Estado equivale ao montante de R$ 35.060,57 bilhões, 13,8% maior que o previsto na LOA de 2023. Desse total, R$ 31,5 bilhões são referentes às receitas arrecadadas em tributos, taxas, fundos, entre outros, e os demais R$ 3,5 bilhões estão relacionados as receitas intra-orçamentárias, que são operações realizadas entre os órgãos.

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Durante a audiência pública também foram apresentados os dados das despesas programadas para 2024 que abrangem gastos necessários para custear os serviços prestados à sociedade ou para realizar investimentos. Conforme orçamento do próximo ano, o Governo de Mato Grosso seguirá investindo, no mínimo, 15% da Receita Corrente Líquida (RCL), mantendo o nível de eficiência e volume na construção de políticas públicas para o cidadão.

O valor fixado para projetos e programas é de R$ 4,39 bilhões e está distribuído em ações como a pavimentação e restauração de rodovias, construção e reforma de estabelecimentos assistenciais de saúde, infraestrutura para os ensinos médio e fundamental, fomento às cadeias produtivas do estado.

Ainda na parte da despesa, em relação ao custeio da máquina pública, serão destinados R$ 29.860.415.495, sendo a despesa com pessoal fixada no montante de R$ 20.387.905.953 e o serviço da dívida pública, que compreende os juros e encargos e a amortização o total, de R$ 72.864.368.

Também está previsto no PLOA 2024 o percentual de 5,86% referente a Revisão Geral Anual (RGA), definido com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo de 2023, que será pago aos servidores estaduais a partir do mês de janeiro.

Fonte: Governo MT – MT

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Projeto com horta escolar transforma aprendizagem e incentiva protagonismo estudantil em escola de tempo integral de MT

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A Escola Estadual de Tempo Integral Daury Riva tem se destacado com o projeto “Cultivando o Futuro: Educação, Sustentabilidade e Práticas na Escola”, uma iniciativa que vem transformando o processo de ensino-aprendizagem por meio da integração entre conteúdo pedagógico e práticas sustentáveis. A proposta busca estimular nos estudantes a consciência ambiental, hábitos saudáveis e o senso de responsabilidade com o meio em que vivem.

A partir da criação e manutenção de uma horta escolar, os alunos passam a vivenciar, na prática, conteúdos trabalhados em sala de aula. A experiência torna o aprendizado mais dinâmico, participativo e conectado à realidade, além de incentivar a curiosidade e a busca ativa por conhecimento.

Segundo o professor Cleber Borges dos Santos, que atua com protagonismo estudantil, o projeto fortalece o envolvimento dos alunos nas atividades da escola. “A gente incentiva muito a participação deles. No clube, eles trazem ideias, ajudam no plantio e se sentem responsáveis pelas ações. É um momento de interação, de trabalho em grupo e de desenvolvimento do respeito e da coletividade”, destacou.

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Para o professor de matemática e pensamento científico, Eder Rodrigues dos Santos, a horta vai além do cultivo de alimentos. “Ela é um espaço de aprendizado prático, onde os alunos desenvolvem conhecimentos em ciência e matemática, além de valores como responsabilidade, paciência e trabalho em equipe. Investir na horta é investir em educação, saúde e futuro”, afirmou.

Os estudantes também relatam mudanças significativas na forma como enxergam o aprendizado e sua participação na escola. Kaiky Frasson, do 7º ano, conta que passou a se sentir mais valorizado. “Antes eu achava que minha opinião não fazia diferença, mas no clube aprendi que posso contribuir e ajudar a construir coisas com meus colegas. Isso me fez sentir protagonista”, disse.

Já Maria Luísa Oliveira Souza, também do 7º ano, destaca o ambiente acolhedor e colaborativo. “No clubinho eu me sinto respeitada e ouvida. A gente aprende a trabalhar em equipe, dividir tarefas e resolver problemas juntos. Isso me deixou mais confiante e responsável”, relatou.

Além de estimular o trabalho em equipe, o projeto contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e científico, já que os alunos são incentivados a observar, analisar e buscar soluções para os desafios encontrados no cultivo da horta.

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Por fim, a diretora da escola Rosicacia Florêncio Costa, avalia que a iniciativa também fortalece a cultura maker, colocando os estudantes como protagonistas do próprio aprendizado, com atividades práticas que desenvolvem autonomia e criatividade. “Ao compreenderem a origem dos alimentos e a importância da preservação ambiental, os jovens passam a adotar atitudes mais conscientes no dia a dia e a convivência na escola fica muito melhor”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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