O ano de 2025 foi marcado por avanços significativos nas ações do Censo Escolar em Mato Grosso, consolidando o compromisso da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) com a qualidade das informações educacionais prestadas ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Um dos principais marcos foi a realização do I Encontro Estadual do Censo Escolar de Mato Grosso, em 17 de setembro, que reuniu cerca de 280 participantes, entre coordenadores, técnicos, gestores das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e representantes das redes municipais. O evento fortaleceu o alinhamento técnico e promoveu a troca de experiências entre os profissionais responsáveis pela coleta e validação dos dados.
Com foco na verificação das informações declaradas, a equipe técnica do Censo Escolar realizou visitas in loco a oito unidades escolares, sendo seis municipais e duas estaduais, nos municípios de Sapezal, Nova Olímpia, Tangará da Serra, Cáceres e Nossa Senhora do Livramento. As ações permitiram conferir documentos, orientar equipes escolares e reforçar procedimentos corretos no uso do sistema Educacenso.
De acordo com a Seduc, a pasta também investiu fortemente na formação continuada, promovendo treinamentos específicos, como o realizado em Nova Canaã, voltado aos secretários escolares da rede municipal, além de manter reuniões semanais on-line com responsáveis regionais e municipais, garantindo suporte técnico permanente durante todo o período de coleta.
Como iniciativa inovadora, a Secretaria lançou o CensoCast, um videocast institucional com seis episódios, que passou a integrar um treinamento completo sobre o novo Sistema Educacenso. A ferramenta ampliou o acesso às orientações técnicas e facilitou a capacitação contínua dos profissionais da educação em todo o Estado.
Os resultados do trabalho integrado foram expressivos: 100% das escolas estaduais concluíram o Censo Escolar dentro do prazo, além do atendimento contínuo às redes estadual, municipal e privada, assegurando a consistência e a confiabilidade dos dados informados.
Para o secretário de Educação, Alan Porto, o Censo Escolar é estratégico para o planejamento das políticas públicas. “O Censo é a base de toda a educação. Investimos em formação, acompanhamento técnico e inovação porque dados corretos significam políticas mais eficientes, mais recursos e melhores resultados para os estudantes de Mato Grosso”, destacou.
Dando continuidade ao processo, a Seduc já se prepara para a etapa Situação do Aluno, prevista para fevereiro de 2026, quando serão coletadas informações sobre rendimento e movimento escolar. Esses dados serão fundamentais para a consolidação das estatísticas educacionais e para a composição do Ideb, indicador que permitirá mensurar os avanços da educação mato-grossense nos últimos anos.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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