Mato Grosso

Seduc realiza competição SuperChef da Educação para valorizar merendeiros da Rede Estadual

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) promove a Competição SuperChef da Educação’ – Melhores Receitas Rede Estadual de Ensino, com intuito de valorizar o papel dos profissionais da nutrição escolar na promoção da alimentação saudável e adequada no ambiente escolar, além de incentivar a utilização de alimentos oriundos da agricultura familiar como determina o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).

As inscrições iniciaram no dia 19 de julho e estarão abertas até 06 de agosto.

De acordo com a coordenadora de alimentação escolar da Seduc, Luana Leão, a receita poderá ser de livre escolha do participante, tendo como critério único a obrigatoriedade de ser uma receita salgada.

Para participar, é simples. Basta os interessados estarem desempenhando a função de Apoio Administrativo Escolar- Nutrição Escolar, no ano de 2023, em uma unidade escolar da Rede Estadual de Ensino, podendo ser efetivo ou contratado.

Os interessados em participar podem entrar no site da competição clicando neste link, realizar o cadastro, incluir a receita com os ingredientes, modo de preparo e uma foto da receita pronta.

O resultado final da competição será conhecido no dia 06 de outubro, quando será realizado o preparo da receita, que será avaliada por quatro jurados seguindo critérios quanto ao modo de preparo, boas práticas, sabor e apresentação.

Etapas da competição

A competição será realizada em etapas: A primeira será eliminatória, em que os ingredientes das receitas serão analisados por nutricionistas da Seduc quanto ao tipo de alimento (in natura, processado, ultra processado e proibido) e a criatividade.

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A segunda será classificatória. Nutricionistas, junto com as Diretorias Regionais de Educação (DREs), irão analisar os ingredientes quanto a viabilidade do PNAE, se são oriundos da agricultura familiar e a criatividade do prato. Nesta fase, as receitas que obtiverem 20 pontos ou mais serão classificadas e participarão da votação por parte da comunidade escolar.

Na fase de votação, as receitas estarão disponíveis no site da competição com a foto, os ingredientes, modo de preparo e a DRE à qual pertence o participante. A votação será aberta e as três receitas mais votadas por DRE serão premiadas, sendo que a receita vencedora de cada DRE virá para Cuiabá para participar da etapa final.

Premiação

As premiações serão para os três primeiros colocados por DRE e para os três finalistas. Para todos os participantes que foram aprovados na primeira etapa serão entregues certificados de participação.

Para os três primeiros colocados na segunda etapa, inscritos em cada Diretoria Regional de Educação, os prêmios serão distribuídos da seguinte forma: para o 1º colocado, uma diária com acompanhante em pousada ou hotel; para o2º colocado, um cartão presente de loja, no valor de R$ 700; 3º colocado ganha um day spa em um salão de beleza, no valor de R$ 400.

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Na etapa final, os prêmios serão distribuídos nas seguintes categorias: 1º colocado levará um notebook; o 2º colocado ganhará um aparelho celular, e o 3º colocado, um tablet.

Os 14 finalistas ganharão curso de gastronomia no formato EAD (online) da Escola de Gastronomia Brasil – IGA. A receita vencedora do 1º lugar estará no cardápio escolar de 2024.

Angelica Francisca, que atua há 11 anos como merendeira na Escola Estadual Antônio João Ribeiro, em Poconé, é umas das profissionais que já se inscreveram na competição. Ela adiantou que o prato que inscreveu é “uma explosão de sabores e uma mistura cultural” agregada ao prato bem conhecido na cozinha brasileira, além do valor nutricional do mesmo.

“Por enquanto, o nome é segredo! Esse concurso me surpreendeu e a expectativa é muito grande, pois essa valorização engrandece o nosso trabalho diário. A responsabilidade em cuidar da alimentação dos alunos é enorme e exercemos isso com muito amor”, comentou.

Já Elisangela Dias, bacharel em Administração Pública, trabalha na Escola Estadual Lourenço Peruchi, em São José dos Quatro Marcos. Ela disse que só de participar da competição se sente vitoriosa e ressalta que será uma oportunidade para mostrar que exerce seu trabalho com amor.

Saiba mais sobre a competição clicando neste link.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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