Mato Grosso

Seduc realiza aulão inaugural do Pré-Enem Digit@l MT neste sábado (23) em Cuiabá

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) realiza, neste sábado (23), às 08h, no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, a abertura oficial das aulas do Pré-Enem Digital 2024. Mais de 400 estudantes se cadastraram para o aulão presencial, no entanto, todos os estudantes da Rede Estadual de Ensino poderão acompanhar o evento em formato online pelo canal oficial da Diretoria Regional de Educação do polo Cuiabá no Youtube, acesse AQUI.

Na conferência de abertura na capital, a professora doutora Ana Carolina Nunes Ardenghi fará uma palestra com o tema “Ler, escrever, estudar: desafios na preparação para o Enem”. A mentora faz parte do programa de pós-graduação em estudos da linguagem da UFMT. A educadora tem vasta experiência na área de Linguística, atuando principalmente nos seguintes temas: Língua Portuguesa, Análise do Discurso e Linguística.

Simultaneamente ao aulão inaugural de Cuiabá, outras quatro cidades também vão dar o pontapé inicial ao aprendizado neste sábado, que são: Várzea Grande, Cáceres, Juína e Rondonópolis. Nas outras dez cidades polos sob jurisdição das Diretorias Regionais de Educação (DREs) vão ocorrer de acordo com o cronograma estabelecido por cada uma até o dia 27 de março. Cada DRE fará a transmissão dos aulões em suas páginas oficiais no Youtube.

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Em Mato Grosso, 16.700 estudantes do 3º ano do Ensino Médio e do 2º ano da Educação de Jovens e Adultos se inscreveram no curso preparatório. Por meio das DREs, eles vão receber a partir de sábado, nos aulões ou nas escolas de origem de cada inscrito, o kit material de estudo com 12 livros e quatro cadernos contendo exercícios simulados.

Durante os nove meses do curso preparatório vão ocorrer aulões presenciais, online, aulas de Redação Nota 1000, simulados e uma aula especial intercalando as provas do Enem, que serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro.

Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a iniciativa do Pré-Enem Digit@l MT é fundamental para preparar os estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que é uma porta de entrada para o ensino superior. “Com um material de estudo de qualidade e aulas dinâmicas, os estudantes terão a oportunidade de se preparar de forma mais eficiente e competir de igual para igual com os demais candidatos”.

Alan observa que o investimento feito nesta edição mostra o compromisso do Governo de Mato Grosso com a educação e o futuro dos jovens do Estado. “Já foram investidos R$ 13,9 milhões na aquisição do material, além de R$ 1,6 milhão para o fornecimento de lanche nos aulões e aulas presenciais”, disse o secretário. 

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Ele reforça que o Pré-Enem Digit@l MT é mais do que um curso preparatório, é uma oportunidade de transformação na vida dos jovens estudantes, abrindo portas para um futuro mais promissor e cheio de possibilidades. A iniciativa faz parte de um conjunto de políticas educacionais que visam elevar a qualidade do ensino na rede estadual e garantir um futuro melhor para todos os alunos.

Com o apoio da Seduc e o empenho dos professores e gestores envolvidos no projeto, os estudantes terão todo o suporte necessário para se prepararem da melhor forma possível para o Enem e conquistarem seus objetivos acadêmicos. “A maratona de estudos está apenas começando, e com dedicação e empenho, os alunos certamente alcançarão o sucesso desejado”, finaliza Alan.

O Pré-Enem Digit@l MT faz parte da Política ‘Projetos Pedagógicos Integrados’, uma das 30 políticas educacionais que compõem o Plano EducAção 10 Anos, que visa colocar a rede estadual entre as cinco redes mais bem avaliadas no país até 2032.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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