Mato Grosso

Seduc-MT amplia oferta de cursos profissionalizantes para estudantes do Ensino Médio

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) ampliou a oferta de cursos profissionalizantes aos estudantes do Ensino Médio da Rede Estadual por meio do Programa Educ.

A novidade é fruto de uma parceria entre a Seduc e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), firmada nesta sexta-feira (08.03) em Cuiabá.

Cinco escolas receberão aulas focadas nas oportunidades regionais. As unidades são as escolas estaduais Militar Dom Pedro II (Cuiabá), André Avelino Ribeiro (Cuiabá), Dione Augusta Silva Souza (Cuiabá), Adalgisa de Barros (Várzea Grande) e Fernando Leite de Campos (Várzea Grande).

Cerca de 600 estudantes serão capacitados com carga horária total de 1.200 horas, que serão divididas ao longo dos 3 anos de duração do Ensino Médio. Uma iniciativa do Governo de Mato Grosso que qualifica jovens para o mercado de trabalho.

Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, os estudantes já sairão dos cursos prontos para o mercado. “Serão formados como Design e Desenvolvimento de Sites, Apps e Games ou em Gestão de Negócios e Empreendedorismo, dependendo da trilha de aprendizagem que os estudantes optarem por cursar”.
Objetivo é engajar os jovens e prepará-los para serem protagonistas de suas carreiras profissionais

Os cursos oferecidos no Senai estão voltados ao atendimento das demandas das regiões onde estão sediados. Entre eles, estão Desenvolvimento de Sistemas, Manutenção e Suporte em Informática, Programação de Jogos Digitais, Design Gráfico, Rede de Computadores, Automação, Mecatrônica, Mineração, Edificações, Mecânica, Eletromecânica, Logística, Eletrônica e Eletrotécnica.

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A oferta dos cursos também atende a um dos pilares do Novo Ensino Médio, denominado ‘Projeto de Vida’. “Por meio de Itinerários Formativos, permite a flexibilização e a diversificação dos currículos, disponibilizando ensino técnico aos estudantes a partir do 1° ano”, esclarece Alan Porto.

Ele destacou o desafio de engajar os jovens, ensinar e prepará-los para serem protagonistas de suas carreiras profissionais. “O Novo Ensino Médio veio para revolucionar esta nova forma de fazer a educação no país e aqui, em Mato Grosso, largamos na frente. Fomos o primeiro estado a firmar esta parceria com o Senai, que vai durar até 2026”.

Cursos de Qualificação Profissional, de curta duração, também entraram na parceria. São ministrados em 40 dias, com carga horária de 160 horas, voltado a estudantes de qualquer ano letivo. Ao todo, são sete cursos das áreas de Gestão, Logística e Tecnologia da Informação (TI). Com isso, outro pilar do Novo Ensino Médio foi contemplado: a Valorização da Aprendizagem, com a ampliação da carga horária curricular.

Além destes cursos, ainda foram disponibilizadas matrículas em cursos técnicos concomitantes. Foram três, que podem ser realizados em quatro semestres e podem atender estudantes que estejam cursando o 2° ano do Ensino Médio: Segurança do Trabalho, Eletrotécnica e Automação.

Durante o período da parceria com o Senai serão oferecidas 33 mil vagas aos estudantes da Rede Pública do Estado, divididas em 12.500 matrículas no Novo Ensino Médio, 20 mil matrículas nos cursos de Qualificação Profissional e 500 matrículas no curso Técnico Concomitante.

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Outros cursos voltados à Gestão e Negócios, Informação e Comunicação, Infraestrutura, Produção Alimentícia, Produção Industrial e Recursos Naturais também foram contemplados, a partir de 2022, em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), com vigência até 2027. Participam 1.449 estudantes de 16 municípios.

O currículo do Novo Ensino Médio é organizado por áreas do conhecimento e não por matérias. São até 1.800 horas de carga horária dedicadas às habilidades e competências relacionadas às 4 áreas do conhecimento (Matemáticas e suas Tecnologias; Linguagens e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas) e, no mínimo, 1.200 horas flexíveis e reservadas para a Formação Técnica e Profissional.

Outras parcerias

O secretário Alan Porto observa que, no início deste ano, a Seduc também firmou parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), com vigência até 2030, atendendo 1.594 estudantes de 16 escolas em 15 municípios. São ofertados cursos voltados à Ambiente e Saúde, Controle e Processos Industriais, Gestão e Negócios, Informação e Comunicação, Infraestrutura, Produção Industrial e Recursos Naturais.

Nessa mesma linha de Educação Profissional e Técnica, outros 9.336 estudantes do Ensino Médio de 18 municípios, estão matriculados em 17 cursos técnicos profissionalizantes em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT).

Fonte: Governo MT – MT

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Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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