Mato Grosso

Seduc inicia período de inscrições e provas do Exame Certificador de Educação de Jovens e Adultos

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) iniciou, em 3 de fevereiro, as inscrições para o Exame Certificador de Educação de Jovens e Adultos. Conforme o Edital n.º 002/2025/GS/SEDUC, que regulamenta a oferta do Exame Certificador de EJA para o ano de 2025 e publicado no Diário Oficial do Estado em 30/01/2025, os interessados podem se inscrever até o mês de dezembro de 2025, a aplicação das provas do Exame Certificador ocorre até o dia 15/12/2025.

As inscrições são realizadas através do site oficial da Seduc (https://www3.seduc.mt.gov.br/) e serão efetivadas mediante o preenchimento da ficha de cadastro, contendo os dados pessoais do participante.

Os participantes podem inscrever-se para as seguintes etapas da Educação Básica: Ensino Fundamental para participante cuja idade for igual ou superior a 15 anos e Ensino Médio para participante cuja idade for igual ou superior a 18 anos, independente de comprovação da escolaridade anterior.

No ato do agendamento, o sistema gerará um comprovante de inscrição com número de protocolo. O calendário de agendamento do Exame Certificador de EJA-ECEJA é vinculado ao calendário letivo de cada unidade escolar aplicadora. Por esta razão, no período de férias escolares de 7.7.2025 a 21.7.2025 e de 19.12.2025 a 17.1.2026, não há aplicação da prova do Exame Certificador.

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Provas

As provas serão realizadas por áreas de conhecimento, conforme o que estabelece a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como Ciências, Matemática, Linguagens e Ciências Humanas.

As provas das áreas de conhecimento para a etapa do Ensino Fundamental têm 20 questões objetivas e o candidato tem 120 minutos para respondê-las. Para a Etapa do Ensino Médio a prova tem 30 (trinta) questões objetivas e o candidato tem 90 (noventa) minutos para responder às questões.

Para obter aprovação na etapa do Ensino Fundamental é preciso acertar 50% das questões e para obter aprovação na Etapa do Ensino Médio é necessário acertar 50% das questões.

Para o cidadão que não domina as tecnologias da informação e comunicação ou não tenha acesso a um computador, ou notebook para realizar sua inscrição, pode procurar as escolas aplicadoras no seu município onde o Técnico Administrativo Educacional – TAE do Exame Certificador, poderá auxiliá-lo na realização da inscrição.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT cobra estudos sobre influência da UHE Manso na seca do Pantanal

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requereu à Justiça medidas para monitorar a influência da Usina Hidrelétrica (UHE) Manso sobre a vazão do Rio Cuiabá e o ciclo natural de inundação do Pantanal. O objetivo é garantir a execução de estudos previstos em acordo judicial e reunir informações técnicas que permitam avaliar os impactos da operação da usina sobre áreas alagáveis, como as baías de Chacororé e Siá Mariana.
Na manifestação apresentada à Vara Especializada do Meio Ambiente, o MPMT destaca que a operação do reservatório de Manso é um dos fatores que precisam ser analisados diante do agravamento da seca na região pantaneira. Estudos citados no processo indicam que a regulação da vazão do Rio Cuiabá pode interferir no ciclo natural de cheias e vazantes, fenômeno essencial para a manutenção dos ecossistemas do Pantanal.
O Ministério Público ressalta que a UHE Manso não é apontada como a única responsável pela redução dos níveis de água no bioma. No entanto, defende que sua operação deve ser avaliada em conjunto com outros fatores que afetam o equilíbrio hídrico da região, como assoreamento, intervenções em cursos d’água, alterações na paisagem e eventos climáticos extremos.
Entre os pedidos apresentados à Justiça está a cobrança para que o Estado de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informem o andamento dos estudos previstos em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O documento prevê modelagens hidrológicas e hidrodinâmicas, definição de um hidrograma ecológico e simulações de cenários de liberação de vazão suplementar pela UHE Manso.
Segundo o MPMT, essas informações são fundamentais para definir estratégias voltadas à recuperação do pulso natural de inundação do Pantanal, processo responsável pela renovação dos ambientes aquáticos e pela manutenção da biodiversidade do bioma.
A manifestação também incorpora dados coletados durante a segunda etapa do Projeto Travessia Pantaneira, realizada em julho deste ano. Em audiências públicas, reuniões institucionais e diligências técnicas promovidas em comunidades pantaneiras, moradores, pescadores, ribeirinhos e quilombolas relataram dificuldades relacionadas à escassez de água e aos efeitos da estiagem prolongada.
Durante vistoria na Estrada-Parque Transpantaneira, integrantes do projeto identificaram áreas com ressecamento acentuado e alterações no fluxo natural das águas. O relatório técnico produzido pela equipe aponta a necessidade de aprofundar os estudos sobre os fatores que vêm influenciando a disponibilidade hídrica no Pantanal, incluindo a operação da UHE Manso.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a previsão de um novo período de seca associado ao fenômeno El Niño. Diante desse cenário, a instituição defende medidas preventivas e maior agilidade na conclusão dos estudos para subsidiar decisões técnicas relacionadas à gestão dos recursos hídricos do Rio Cuiabá e à operação da usina.
O pedido também prevê a apresentação de dados atualizados sobre as vazões afluentes e defluentes da UHE Manso, o nível do reservatório e as condições do Rio Cuiabá, especialmente na região de Barão de Melgaço. Para o Ministério Público, essas informações são essenciais para avaliar os impactos da operação da usina e orientar ações voltadas à preservação do equilíbrio hídrico do Pantanal.
A manifestação é assinada pela procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, coordenadora do Projeto Travessia Pantaneira; pelos promotores de Justiça Joelson de Campos Maciel, titular das 15ª e 16ª Promotorias de Justiça Cíveis de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital; Henrique Schneider Neto, da 1ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio de Leverger; Mario Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, da 1ª Promotoria de Justiça de Poconé; Adalberto Ferreira de Souza Junior, da 2ª Promotoria de Justiça de Poconé; Liane Amélia Chaves, da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres; e Claudio Angelo Correa Gonzaga, da 1ª Promotoria de Justiça de Itiquira.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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