A Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) iniciou, na manhã desta segunda-feira (31.3), a entrega dos 342.770 kits de materiais escolares para as unidades da rede estadual de ensino. O pontapé da distribuição foi na Escola Estadual Souza Bandeira, em Cuiabá.
No total, a Seduc investiu na aquisição dos kits, R$ 11.692.612,78, que serão entregues a estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da educação especial. A previsão é de que todas as escolas recebam os itens até o final de abril.
Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a distribuição dos kits será feita pelas 13 Diretorias Regionais de Educação diretamente nas escolas. “Essa entrega representa um compromisso fundamental do Governo de Mato Grosso em promover a equidade no acesso à educação”, destacou.
Alan apontou também que, ao assegurar que todos os estudantes recebam ítens de qualidade, independentemente de sua condição socioeconômica, a rede não apenas democratiza o acesso ao aprendizado, mas também cria um ambiente mais inclusivo e motivador para os alunos.
“Quando os estudantes têm acesso a ferramentas apropriadas, como cadernos, canetas e livros, eles se sentem mais valorizados e motivados a participar ativamente de suas aulas. Isso não apenas melhora o desempenho acadêmico, mas também incentiva uma atitude positiva em relação aos estudos”, completou.
Foto: Denis Ramos
Os kits do ensino fundamental (anos iniciais) incluem, de acordo com a série: 1 caixa de lápis de cor 12 cores, 1 lápis grafite jumbo, 1 caixa de lápis de cor 24 cores, 1 apontador com depósito duplo, 2 lápis grafite, 1 borracha, 1 cola branca líquida, 1 borracha, 1 tesoura escolar, 1 cola líquida branca, 1 Gizão, 1 Caneta azul, 1 caneta preta, 1 caneta vermelha, 1 estojo, 1 pincel chato nº 08, 1 tinta guache 12 cores, 1 estojo, 1 caderno de desenho, 1 caderno brochurão.
No ensino fundamental (anos finais) os itens são: 1 régua acrílica 30 cm, 1 caixa de lápis de cor 24 cores, 1 apontador com depósito duplo, 2 lápis grafite, 1 borracha, 1 apontador com depósito, 1 cola branca líquida, 1 cola líquida branca, 1 caneta azul, 1 estojo, 1 caneta preta, 1 caneta vermelha, 1 caderno de desenho, 1 caderno de desenho, 1 caderno brochurão.
No ensino médio pertencem ao kit: 01 régua, 02 lápis grafite, 01 apontador com depósito, 01 borracha, 01 cola liquida branca, 01 caneta azul, 01 caneta preta, 01 caneta vermelha, 01 estojo e 01 caderno universitário.
Na educação especial os itens inclusos são: 01 lápis grafite jumbo, 01 apontador com depósito duplo, 01 borracha, 01 cola liquida branca; 01 tesoura escolar, 01 gizão de cera, 01 caderno de desenho, 01 cadernos brochurão e 01 pasta com elástico.
Com o início do serviço de hemodinâmica, o Hospital Central de Alta Complexidade amplia a oferta de procedimentos cardiovasculares pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso, incluindo o atendimento a crianças com doenças cardíacas congênitas. Com essa tecnologia, são realizadas intervenções minimamente invasivas, ou seja, sem a necessidade de cortes cirúrgicos, com maior precisão e trazendo uma recuperação mais ágil aos pacientes.
A hemodinâmica é uma técnica médica que consiste na introdução de catéteres nos vasos sanguíneos para a realização de exames diagnósticos e intervenções terapêuticas com visualização em tempo real. Ela também será adotada em outras especialidades no Hospital Central, como neurologia e cirurgia vascular. A previsão é oferecer, a partir de julho, 240 procedimentos somente na área cardíaca para adultos e crianças.
Na cardiologia, a tecnologia reforça o processo de implantação progressiva da área médica no Hospital Central. No atendimento pediátrico, o diferencial é permitir tratar doenças do coração em crianças, usando uma técnica de menor risco que a cirurgia convencional em boa parte dos casos.
“Estamos contentes pois, até o final de julho deste ano, teremos o Hospital Central atuando em operação plena. Isso quer dizer que a unidade estará ofertando todas as especialidades e procedimentos para a qual foi vocacionada e isso, sem dúvidas, irá beneficiar grandemente toda a rede de saúde de Mato Grosso”, avaliou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.
A diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor, reforça que a oferta da hemodinâmica está alinhada ao perfil assistencial da unidade. “Estamos estruturando essa linha de cuidado de forma progressiva, com a incorporação de tecnologias que ampliam o acesso a procedimentos de alta complexidade e permitem tratamentos mais seguros e resolutivos para a população”.
O coordenador de Medicina Diagnóstica do Hospital Central, Matheus Horie, esclarece como é empregada a hemodinâmica. “É aplicada em exames chamados de arteriografias e angiografias. Permite a realização de cateterismo em diferentes vasos do corpo, com uso de contraste e análise das imagens em tempo real para diagnóstico. A partir dessa mesma via, também é possível realizar tratamentos endovasculares, muitas vezes de forma minimamente invasiva”.
Na unidade, a hemodinâmica é realizada por uma equipe de 18 profissionais especialistas habilitados na operação dos equipamentos. O time é composto por hemodinamicista (cardiologista especializado) adulto e pediátrico, radiologista intervencionista, neurorradiologista intervencionista, cirurgião endovascular e eletrofisiologista.
As duas máquinas de hemodinâmica do Hospital Central serão usadas em áreas distintas. A que entrou em operação no final de abril foi, inclusive, utilizada para tratar três crianças com doenças cardíacas congênitas.
“Elas foram submetidas à hemodinâmica para corrigir uma malformação congênita chamada persistência do canal arterial. Sem o procedimento, elas poderiam se tornar cardiopatas, mas, tratando agora, minimizamos esse risco”, relata Matheus Horie. Os procedimentos ocorreram nos dias 23 e 24 de maio.
Entre pacientes adultos e crianças, cerca de 60 procedimentos de hemodinâmica já foram feitos no hospital, tanto terapêuticos quanto para diagnósticos. Um paciente de 59 anos de idade, morador de Vila Rica (1.160 km distante de Cuiabá), foi um dos beneficiados. Ele deu entrada no Hospital Central, no final de maio, com suspeita de infarto, trazido a Cuiabá por transporte aéreo. O diagnóstico foi confirmado e, na sequência, foi submetido ao cateterismo para desobstrução da artéria coronária. Poucos dias depois, apresentou boa recuperação durante sua permanência da Unidade de Terapia Intensiva e recebeu alta hospitalar.
O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade do Governo de Mato Grosso administrada pelo Einstein Hospital Israelita. Todo seu atendimento é gratuito e feito 100% pelo SUS.
Sobre o Einstein
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc.
Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social.
Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
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