A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) alerta aos gestores escolares que o Sistema Educacenso-Inep abriu o prazo para conferência, ratificação e retificação de eventuais erros nas informações prestadas pelas escolas referentes aos estudantes durante o Censo Escolar da Educação Básica 2023.
As unidades escolares têm até o dia 15 de abril para inserir os dados, conforme determina a Portaria N°. 73/2023 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O censo escolar é a principal pesquisa estatística da educação básica no país. Os dados coletados no levantamento servem de base para o repasse de recursos do Governo Federal e para o planejamento e divulgação de dados das avaliações realizadas pelo Inep.
O levantamento também auxilia na compreensão da situação educacional no Estado e no acompanhamento da efetividade das políticas públicas, uma vez que são apuradas informações sobre os estabelecimentos de ensino, turmas, estudantes, gestores e profissionais em sala de aula.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, orienta que os gestores precisam checar, validar ou corrigir eventuais erros relacionados à Situação de Rendimento ou Movimentação dos estudantes declarados na Matrícula Inicial de 2023, pois, a exatidão é importante para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).
“A retificação dos dados deve ser feita por todas as escolas públicas municipais, estaduais e federais, além das escolas privadas de Mato Grosso. Nessa etapa, são preenchidos os dados sobre a movimentação dos estudantes, caso tenham sido transferidos ou deixado de frequentar as aulas, por exemplo, além do rendimento de aprendizagem no ano letivo de 2023”, pontuou o secretário.
Segundo Rodrigo Jacob, coordenador do Censo Escolar da Seduc, a disponibilização dos relatórios por escola no módulo Situação do Aluno, contendo os dados finais de rendimento e movimento escolar, está prevista para o dia 10 de maio.
“A divulgação dos indicadores de rendimento escolar no portal do Inep também está prevista para 10 de maio”, disse, ao reforçar que após o encerramento das retificações, é importante imprimir o recibo e os relatórios”, explicou Rodrigo.
A Escola Estadual de Tempo Integral Daury Riva tem se destacado com o projeto “Cultivando o Futuro: Educação, Sustentabilidade e Práticas na Escola”, uma iniciativa que vem transformando o processo de ensino-aprendizagem por meio da integração entre conteúdo pedagógico e práticas sustentáveis. A proposta busca estimular nos estudantes a consciência ambiental, hábitos saudáveis e o senso de responsabilidade com o meio em que vivem.
A partir da criação e manutenção de uma horta escolar, os alunos passam a vivenciar, na prática, conteúdos trabalhados em sala de aula. A experiência torna o aprendizado mais dinâmico, participativo e conectado à realidade, além de incentivar a curiosidade e a busca ativa por conhecimento.
Segundo o professor Cleber Borges dos Santos, que atua com protagonismo estudantil, o projeto fortalece o envolvimento dos alunos nas atividades da escola. “A gente incentiva muito a participação deles. No clube, eles trazem ideias, ajudam no plantio e se sentem responsáveis pelas ações. É um momento de interação, de trabalho em grupo e de desenvolvimento do respeito e da coletividade”, destacou.
Para o professor de matemática e pensamento científico, Eder Rodrigues dos Santos, a horta vai além do cultivo de alimentos. “Ela é um espaço de aprendizado prático, onde os alunos desenvolvem conhecimentos em ciência e matemática, além de valores como responsabilidade, paciência e trabalho em equipe. Investir na horta é investir em educação, saúde e futuro”, afirmou.
Os estudantes também relatam mudanças significativas na forma como enxergam o aprendizado e sua participação na escola. Kaiky Frasson, do 7º ano, conta que passou a se sentir mais valorizado. “Antes eu achava que minha opinião não fazia diferença, mas no clube aprendi que posso contribuir e ajudar a construir coisas com meus colegas. Isso me fez sentir protagonista”, disse.
Já Maria Luísa Oliveira Souza, também do 7º ano, destaca o ambiente acolhedor e colaborativo. “No clubinho eu me sinto respeitada e ouvida. A gente aprende a trabalhar em equipe, dividir tarefas e resolver problemas juntos. Isso me deixou mais confiante e responsável”, relatou.
Além de estimular o trabalho em equipe, o projeto contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e científico, já que os alunos são incentivados a observar, analisar e buscar soluções para os desafios encontrados no cultivo da horta.
Por fim, a diretora da escola Rosicacia Florêncio Costa, avalia que a iniciativa também fortalece a cultura maker, colocando os estudantes como protagonistas do próprio aprendizado, com atividades práticas que desenvolvem autonomia e criatividade. “Ao compreenderem a origem dos alimentos e a importância da preservação ambiental, os jovens passam a adotar atitudes mais conscientes no dia a dia e a convivência na escola fica muito melhor”, finalizou.
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