A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) abriu as inscrições para o 1º Voices of School, festival de música para estudantes matriculados no Ensino Fundamental, Ensino Médio Regular e Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas unidades escolares de Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia.
Os interessados podem se inscrever até o dia 28 de julho, gratuitamente, pelo formulário online disponibilizado no site da Seduc.
Os candidatos precisam comprovar que estão com frequência mínima de 80% das horas letivas, por meio de documento fornecido pela secretaria da escola na qual está matriculado.
Para se inscrever, tanto na modalidade solo ou dupla, é preciso gravar um vídeo à capela – sem acompanhamento instrumental ou playback que, segundo o edital, será obrigatoriamente publicado pelo estudante inscrito na sua plataforma Instagram, como Reels.
A gravação deve ser realizada em formato vertical com duração máxima de 1 minuto e 30 segundos. No início do vídeo, o estudante precisa dizer seu nome e o da sua escola, e é preciso marcar a conta oficial da Seduc-MT no Instagram (@seduc.mt) na legenda do post durante o ato de publicação.
A fase de seleção ocorrerá de 1º a 9 de agosto e a divulgação dos classificados para a fase semifinal será no dia 12 de agosto. Já a semifinal está programada para os dias 12 e 13 de setembro, com a final acontecendo no dia 20 de setembro.
A comissão julgadora será composta por pessoas de notório conhecimento, indicada pela Comissão Organizadora e levará em conta para o julgamento das músicas concorrentes os seguintes aspectos: Técnica Vocal, Afinação, Respiração, Dicção, Projeção Vocal e Interpretação.
Os selecionados terão direito a uso de playback ou a banda oficial do evento. Cada participante terá um tempo máximo de 5 minutos para se apresentar ao júri e à plateia que será formada por estudantes da rede estadual de ensino. A ordem de apresentação será definida por sorteio.
Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a ação será realizada pela equipe do Projeto de Arte, Música e Comunicação (Educarte) e tem objetivo de fomentar a educação musical, a criatividade e a expressão artística entre os estudantes da educação básica de Mato Grosso.
“O 1º Voices of School visa, também, promover a valorização da música como linguagem universal, promover o canto como forma de expressão artística e cultural entre os estudantes, além de estimular a criatividade, o trabalho em equipe e o protagonismo estudantil”, explica o secretário.
Premiação
Conforme o regulamento, os três primeiros classificados receberão equipamentos eletrônicos e valores em dinheiro, na seguinte ordem: 1º lugar – R$ 1 mil, um playstation 5 e certificado; 2º lugar: R$ 600, um playstation 5 e certificado e o 3º lugar: R$ 400, um playstation 5 e certificado. Em caso de dupla, a premiação será individual.
O local das apresentações e da final do 1º Voices of School será divulgado pela Seduc nos próximos dias.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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