Mato Grosso

Sedec integra comitiva para imersão sobre técnicas e inovações de irrigação e lavouras de grãos nos Estados Unidos

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Representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) integram a comitiva liderada pela Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir-MT) para uma imersão sobre inovações e técnicas em irrigação utilizadas no estado de Nebraska, nos Estados Unidos, de 22 a 27 de abril. Este é o terceiro ano da “Missão Nebraska”.

Em agosto de 2023, o Governo de Mato Grosso assinou um termo de cooperação técnica com que irá viabilizar um estudo sobre a inteligência territorial e hídrica voltada ao desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada no Estado. Por meio da Sedec, o Estado investe cerca de R$ 7,5 milhões para que o Instituto Mato-Grossense do Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigação (Imafir), com apoio da Universidade Federal de Viçosa, Universidade de Nebraska (EUA) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), aponte o potencial de expansão das áreas irrigadas em Mato Grosso.
 

Também em 2023, o governador Mauro Mendes participou do Global Conference Water for Food, evento realizado em Lincoln, capital do Estado do Nebraska, nos EUA, e defendeu o uso da agricultura de irrigação para aumentar em até três vezes a produtividade nas áreas de plantio em Mato Grosso.

Neste ano, a secretária-executiva da Sedec, Eulália Oliveira, e o secretário adjunto de Agronegócios e Investimentos, Anderson Lombardi, integram a comitiva da Missão Nebraska.  
 

“Mato Grosso é o líder da produção de grãos no país e usa 204 mil hectares de agricultura irrigada, diante de área de quase 21 milhões de hectares para a produção de grãos. Diante do cenário de mudanças climáticas e escassez das chuvas, precisamos pesquisar outros modelos para permitir que tenhamos duas safras ou até três safras, como ocorre em algumas regiões, para continuar sendo um dos maiores produtores de alimentos do mundo”, disse Eulália.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, defendeu que as missões da Aprofir são importantes até mesmo para ajudar Mato Grosso a atualizar a legislação ambiental sobre a irrigação no Estado. Segundo ele, as mudanças climáticas já começaram a impactar a forma de produzir e é preciso adotar medidas para que o Estado continue sendo líder na produção de grãos. 
“Ao atingir todas as metas colocadas como possíveis no estudo para daqui 30 anos, a gente terá dobrado a nossa produção e garantido a segurança ambiental do mundo. Temos uma clara perspectiva de mudança no regime de chuvas, e a ciência confirma essa situação. Estamos em um cenário no qual precisamos conhecer nossas potencialidades na irrigação, avançar e nos manter na liderança da produção de grãos”, completou.
 

Nebraska é um modelo para Mato Grosso, por ser um estado produtor de alimentos que há 50 anos produz por meio de irrigação. Do total de 20 milhões de hectares, 3,5 milhões de hectares são áreas irrigadas. São mais de 100 mil poços perfurados apenas no principal sistema aquífero, o Ogallala, para abastecer a agricultura.

“Existe um equívoco ao se pensar que a irrigação consome muita água. Nós utilizamos a água e ela volta para o solo, auxiliando na produção das mais diversas culturas. A Missão Nebraska vem para contribuir com esse processo de desmistificação e para que mais produtores possam aderir a essas técnicas que são o futuro da agricultura mundial. Mato Grosso tem um potencial não explorado na agricultura, o que pode ser atingido através da irrigação, e as experiências em Nebraska irão contribuir e muito para que possamos aperfeiçoar as técnicas utilizadas aqui, aumentando a produtividade e a qualidade da nossa produção”, avalia o presidente da Aprofir-MT, Hugo Garcia.
 

Além da Sedec, também fazem parte da comitiva representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDR), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Conselho Brasileiro de Feijão e Pulses (CBFP), Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate seis incêndios florestais neste sábado (10)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste sábado (10.10), seis incêndios florestais registrados nos municípios de União do Sul, Nossa Senhora do Livramento, Juruena, Santa Terezinha, Paranatinga e Rosário Oeste.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 62 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 41 focos foram registrados na Amazônia e 21 focos no Cerrado.

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; dois focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência; e dois focos na Terra Indígena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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