Mato Grosso

Secretaria de Segurança Pública promove 1º Encontro de Prevenção às Drogas e à Violência

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A Secretaria do Estado de Segurança Pública (Sesp) promove nesta quinta-feira (29.06) o 1º Encontro de Prevenção às Drogas e à Violência para servidores da pasta. O workshop será às 8h no auditório da Escola Superior de Advocacia de Mato Grosso, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

A oficina faz parte da Semana Estadual de Políticas sobre Drogas que iniciou nesta segunda-feira (26.06) e segue até o próximo sábado (1º.07), com uma programação que também inclui formaturas do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), encontros e concursos no sistema socioeducativo em Cuiabá e no interior de Mato Grosso.

A secretária adjunta de Justiça, Lenice Silva dos Santos explica que no workshop cada força de segurança irá apresentar as próprias ações voltadas para prevenção do uso de drogas e combate à criminalidade. “Muitos problemas sociais como violência doméstica, contra a criança e acidentes de trânsito estão relacionados ao abuso de drogas. Nesta semana, voltamos nossa atenção para esse tema”.

Lenice salienta que a Semana Estadual de Políticas sobre Drogas é importante para implementar novas culturas no âmbito da Segurança Pública. “É uma semana de novidades em que vamos fortalecer e expandir as ações intersetoriais entre os projetos sociais das instituições”, disse.

Confira a programação da Semana Estadual de Políticas sobre Drogas:

Quarta-feira (28.06)

Encontro Socieducativo (concurso de desenho), às 8h
Local: Centro Socieducativo Masculino de Cuiabá

Formatura Proerd em Barão de Melgaço, às 18h
Local: Escola Bartolomeu de Queiroz

Formatura Proerd em Rondonópolis, às 18h
Local: Escola Municipal CPAC

Formatura Proerd Barra do Garças, às 19h
Local: Salão da Igreja Católica

Quinta-feira (29.06)

Encontro Socieducativo (concurso de desenho), às 8h

Local: Centro Socieducativo Feminino de Cuiabá

Workshop: 1º Encontro de Prevenção às Drogas e a Violência no Âmbito da Secretaria de Segurança, às 8h
Local: Auditório da Escola Superior de Advocacia de Mato Grosso

1º Encontro de Comunidades Terapêuticas de Mato Grosso, às 18h
Local: Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Formatura Proerd em Rondonópolis, às 18h

Local: Escola Municipal Dom Wunibaldo

Formatura Proerd em Várzea Grande, às 19h

Local: Escola Estadual Jaime de Campos Verissimo

Sexta-feira (30.06)

Gincana e Palestra Prevenção ao Uso de Drogas, às 8h
Local: Escola Estadual Jaime de Campos Verissimo

Formatura Proerd Nova Canaã, às 18h

Local: Ginásio João Batista de Medeiros

Formatura Proerd Cáceres, às 18h

Local: CB Sander

Formatura Proerd Cana Brava do Norte, às 18h

Local: 10º Comando Regional

Sábado (1º.07)

Workshop: Estratégias de assistência direcionada a pessoas com necessidades decorrentes a pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, às 9h
Local: Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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