A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) criou o Plano Estratégico de Enfrentamento da Hanseníase em Mato Grosso 2026 (PEHAN-MT 26), que estabelece prazo de 180 dias para implementação de ações estratégicas integradas entre atenção e vigilância em saúde, saúde digital e qualificação profissional.
O documento foi aprovado na Comissão Intergestores Bipartite (CIB-MT) na tarde desta sexta-feira (15.5). A hanseníase é um problema de saúde pública no Estado, evidenciado pelas elevadas taxas de detecção e pelo diagnóstico tardio.
“Historicamente, Mato Grosso é hiperendêmico para a hanseníase porque tem uma política forte de diagnóstico da doença. O plano prioriza a celeridade no diagnóstico, o tratamento oportuno, as ações de educação permanente e a transparência dos dados”, explicou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
Conforme o coordenador de Atenção às Condições de Saúde do Estado, Vinícius de Oliveira, o plano prevê a implementação do Ambulatório Especializado Virtual do Núcleo de Telessaúde e Saúde Digital de Mato Grosso (NTSD) para otimizar o acesso ao atendimento especializado à hanseníase.
“Essa integração com as equipes da Atenção Primária possibilitará a realização de teleconsultas para diminuir o tempo de espera nos atendimentos da atenção especializada e fazer triagem especializada sem necessidade de deslocamentos longos dos pacientes. Os profissionais serão qualificados para o uso contínuo da plataforma digital, que será expandida gradualmente”, afirmou.
A Coordenadoria de Atenção às Condições de Saúde vai instituir a Linha de Cuidado da Pessoa com Hanseníase no Estado de Mato Grosso.
“O objetivo do documento é demonstrar a organização da rede de atenção à saúde da pessoa com hanseníase, as competências dos entes estaduais na garantia da integralidade do cuidado, a definição de fluxogramas para a organização da rede e dispor as referências atualizadas no cuidado e monitoramento desta condição de saúde prioritária baseando-se nas referências técnicas mais recentes adotadas pelo Ministério da Saúde”, disse.
O plano da SES tem entre os seus objetivos implementar o uso do Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH) como ferramenta de triagem na Atenção Primária à Saúde e nos ambientes virtuais de saúde e ampliar a rede de vigilância da resistência antimicrobiana por meio de Unidades Sentinelas distribuídas pelas regiões de saúde de Mato Grosso.
O plano segue diretrizes nacionais e internacionais de combate à hanseníase e incorpora recomendações do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), com medidas de transparência e fortalecimento da atenção integral à saúde da pessoa com hanseníase no estado.
Capacitações
O PEHAN-MT 2026 conta com um programa de capacitação para profissionais da saúde, por meio de cursos presenciais e remotos para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, agentes comunitários de saúde (ACS) e equipes multiprofissionais da Atenção Primária.
Nesta quinta-feira (14), foi realizada uma capacitação do Ministério da Saúde, com apoio da SES e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems), para cerca de cem profissionais farmacêuticos para a dispensação da talidomida.
Entre as ações estratégicas previstas estão a “Capacitação Teórica e Prática: Diagnóstico e Manejo Clínico da Hanseníase”, da Escola de Saúde Pública (ESP-MT), que prevê qualificar 1.280 enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, profissionais da Vigilância em Saúde, farmacêuticos, profissionais de laboratório e demais profissionais da Atenção Primária à Saúde até maio de 2028.
A Escola promoverá ainda uma websérie “A Atenção Primária que Temos no Cuidado à Pessoa com Hanseníase e a Atenção Primária que Queremos no Cuidado à Pessoa com Hanseníase”, com dez episódios para qualificar 2 mil trabalhadores do Programa Saúde da Família e das Equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde (eMulti) entre maio e junho deste ano.
A Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da SES já realizou, em abril deste ano, em parceria com a Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase da Assembleia Legislativa (ALMT) e o Ministério da Saúde, a 1ª Capacitação em Hanseníase para Agentes Comunitários de Saúde. Foram treinados 80 profissionais de Várzea Grande no projeto-piloto.
O governador Otaviano Pivetta afirmou que a escola tem papel fundamental na construção de oportunidades para os estudantes, durante o terceiro dia da 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada, realizada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com o Sebrae-MT.
“A escola conduz as nossas crianças e os nossos jovens para o caminho do trabalho, do desenvolvimento e da prosperidade. Isso mostra o quanto é importante avançarmos e sermos rápidos. É, por isso, que o Governo investe tanto na infraestrutura escolar. Somos nós, professores, gestores e governantes, que vamos fazer essa transformação”, afirmou.
Pivetta reforçou, ainda, que a melhoria da educação não depende apenas de investimentos em infraestrutura, mas também do engajamento das equipes escolares.
“Nada funciona de forma isolada. Precisamos sim de estrutura, de condições físicas, materiais, mas, principalmente, de pessoas motivadas e determinadas”, completou.
A secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, destacou que a convenção fortalece a cultura de acompanhamento de resultados, a formação continuada e o compromisso coletivo com a melhoria da aprendizagem na Rede Estadual.
“Queremos ter a melhor educação deste país. Todo o trabalho desenvolvido nas escolas vai além dos indicadores, porque não temos somente estudantes, temos projetos de vida. Estamos aqui buscando fazer o melhor para que esses projetos tenham a oportunidade de acontecer”, pontuou.
Convenção Gestão Escolar Conectada
A 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada, que começou na quinta-feira (21) e vai até a segunda-feira (25), busca a melhoria da aprendizagem e a transformação social por meio da educação pública.
A 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada aborda temas ligados ao funcionamento das unidades, como gestão escolar e pedagógica, limpeza e organização dos ambientes, alimentação e nutrição escolar, manutenção e conservação da infraestrutura, patrimônio mobiliário e imobiliário, além da sensibilização e contextualização sobre escolas indígenas.
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