Mato Grosso

Seciteci promove semana de desenvolvimento científico e tecnológico em Nova Mutum

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Com uma programação voltada ao desenvolvimento científico e tecnológico, o município de Nova Mutum (240 km de Cuiabá) recebe entre os dias 30 de maio e 04 de junho duas ações promovidas pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci): MT Ciências e Hacka MT. Ambos os projetos buscam ampliar o acesso da população aos trabalhos científicos e tecnológicos desenvolvidos no Estado. Durante o Hacka MT, os participantes ainda poderão ser premiados com bolsas de Desenvolvimento Tecnológico no total de R$ 108 mil.

Entre os dias 30 de maio e 03 de junho, a carreta do MT Ciências estará aberta para estudantes de escolas municipais e estaduais, no Ginásio de Esportes Lauro Immich. Já a população geral poderá conhecer as instalações científicas no período matutino e vespertino do dia 03 de junho.

Todo o público poderá, por meio de MT Ciências, participar de experimentos interativos dentro da carreta, além de contemplar a Sala de Tecnologia e Inovação com óculos de realidade virtual, e o planetário digital, em mais dois ambientes externos. Além disso, o circuito conta com experiências com microscópios, espelhos côncavos e convexos, câmaras escuras e o modelo de olho, vórtex e globos de plasma.

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Os visitantes ainda terão a possibilidade de presenciar experimentos de ilusões de óptica, anamorfose, além de um gerador Van de Graaff – que produz energia eletrostática e deixa os cabelos arrepiados.

Segundo a superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação, da Seciteci, Lecticia Figueiredo, o Circuito Itinerante do MT Ciências tem como objetivo propiciar a popularização da ciência, tecnologia e inovação, a fim de levar o conhecimento para os estudantes e professores de todo o estado.

“O MT Ciências atende tanto a rede municipal quanto a rede estadual das regiões do Estado, com uma agenda extensa ao longo deste ano de 2023, com a próxima parada marcada para o município de Nova Mutum, realizando cinco dias de atendimentos”, reforçou.

HackaMT

Já entre os dias 2 a 4 de junho, o município sedia uma nova edição do HackaMT, evento focado na criação de soluções inovadoras para o setor público. O evento, que acontece na sede do Senai, é promovido pela Seciteci, juntamente com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), e conta ainda com cooperação da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e parceria do Ecossistema de Inovação de Nova Mutum, que inclui a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

Durante o HackaMT, os participantes formarão equipes multidisciplinares e terão três dias de imersão para desenvolver soluções tecnológicas para os desafios propostos pelo setor público. Além da competição, o evento contará com palestras e workshops ministrados por profissionais da área de tecnologia, empreendedorismo e inovação.

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Ao final do evento, as equipes apresentarão suas soluções para uma banca de jurados, que avaliará as melhores ideias e premiará duas equipes vencedoras com bolsas de Desenvolvimento tecnológico no montante total de R$ 108 mil. O objetivo do HackaMT é incentivar a criatividade, o trabalho em equipe e o empreendedorismo, além de fomentar o ecossistema de tecnologia em Mato Grosso.

Os interessados em participar devem realizar sua inscrição, de forma gratuita, por meio do portal criado para o evento, para garantir a participação, clique aqui. O regulamento de participação também já está disponível, para acessar, clique aqui. As vagas ficam disponíveis até a próxima quarta-feira (31).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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