Mato Grosso

Seciteci lança curso “Do zero ao primeiro negócio” através do Programa Estadual de Qualificação Profissional

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), por meio do Programa Estadual de Qualificação Profissional (PEQ), promove nesta quinta-feira (11/12) o curso prático “Do Zero ao Primeiro Negócio”. O evento é gratuito, aberto ao público e será realizado na Escola Técnica Estadual (ETEC) de Cuiabá, localizada na Avenida Gonçalo Antunes de Barros, bairro Carumbé, das 14h às 18h. A capacitação dará direito a certificado. Para se inscrever gratuitamente, basta preencher o formulário aqui.

Mais do que um treinamento convencional, a formação foi desenhada para ser uma jornada prática que leva o participante da inspiração à ação. O objetivo é fornecer os fundamentos essenciais para a construção de um plano de negócios e a criação de soluções inovadoras, quanto o desenvolvimento das habilidades pessoais necessárias para o empreendedorismo.

Com uma metodologia baseada em atividades ativas e colaborativas, os participantes serão incentivados a exercitar a criatividade e a cultivar uma mente empreendedora.

O curso será ministrado por Laíssa Miranda, profissional com mais de 15 anos de experiência em liderança e gestão de pessoas. A mediação ficará por conta de Stefanya Paiva, bacharel em Ciências Contábeis com mais de 20 anos de experiência na área de gestão financeira e empresarial, comercial, gestão pública, pós-graduação em Direito Público, Direito Constitucional, MBA em Compliance em Contabilidade e Direito Tributário e em Gestão Estratégica de negócios.

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“Muitas pessoas têm boas ideias. Por isso, queremos contribuir com informações sobre os pilares de como transformar isso para tirar o projeto do papel e prosseguir como negócio. Vamos repassar informações sobre precificação, ensinar sobre gestão, contabilidade, organização interna, constituição de empresas, trabalhar na formalidade. Enfim, será um curso amplo para vários públicos. De adolescentes a idosos”, afirma Stefanya.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT cobra estudos sobre influência da UHE Manso na seca do Pantanal

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requereu à Justiça medidas para monitorar a influência da Usina Hidrelétrica (UHE) Manso sobre a vazão do Rio Cuiabá e o ciclo natural de inundação do Pantanal. O objetivo é garantir a execução de estudos previstos em acordo judicial e reunir informações técnicas que permitam avaliar os impactos da operação da usina sobre áreas alagáveis, como as baías de Chacororé e Siá Mariana.
Na manifestação apresentada à Vara Especializada do Meio Ambiente, o MPMT destaca que a operação do reservatório de Manso é um dos fatores que precisam ser analisados diante do agravamento da seca na região pantaneira. Estudos citados no processo indicam que a regulação da vazão do Rio Cuiabá pode interferir no ciclo natural de cheias e vazantes, fenômeno essencial para a manutenção dos ecossistemas do Pantanal.
O Ministério Público ressalta que a UHE Manso não é apontada como a única responsável pela redução dos níveis de água no bioma. No entanto, defende que sua operação deve ser avaliada em conjunto com outros fatores que afetam o equilíbrio hídrico da região, como assoreamento, intervenções em cursos d’água, alterações na paisagem e eventos climáticos extremos.
Entre os pedidos apresentados à Justiça está a cobrança para que o Estado de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informem o andamento dos estudos previstos em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O documento prevê modelagens hidrológicas e hidrodinâmicas, definição de um hidrograma ecológico e simulações de cenários de liberação de vazão suplementar pela UHE Manso.
Segundo o MPMT, essas informações são fundamentais para definir estratégias voltadas à recuperação do pulso natural de inundação do Pantanal, processo responsável pela renovação dos ambientes aquáticos e pela manutenção da biodiversidade do bioma.
A manifestação também incorpora dados coletados durante a segunda etapa do Projeto Travessia Pantaneira, realizada em julho deste ano. Em audiências públicas, reuniões institucionais e diligências técnicas promovidas em comunidades pantaneiras, moradores, pescadores, ribeirinhos e quilombolas relataram dificuldades relacionadas à escassez de água e aos efeitos da estiagem prolongada.
Durante vistoria na Estrada-Parque Transpantaneira, integrantes do projeto identificaram áreas com ressecamento acentuado e alterações no fluxo natural das águas. O relatório técnico produzido pela equipe aponta a necessidade de aprofundar os estudos sobre os fatores que vêm influenciando a disponibilidade hídrica no Pantanal, incluindo a operação da UHE Manso.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a previsão de um novo período de seca associado ao fenômeno El Niño. Diante desse cenário, a instituição defende medidas preventivas e maior agilidade na conclusão dos estudos para subsidiar decisões técnicas relacionadas à gestão dos recursos hídricos do Rio Cuiabá e à operação da usina.
O pedido também prevê a apresentação de dados atualizados sobre as vazões afluentes e defluentes da UHE Manso, o nível do reservatório e as condições do Rio Cuiabá, especialmente na região de Barão de Melgaço. Para o Ministério Público, essas informações são essenciais para avaliar os impactos da operação da usina e orientar ações voltadas à preservação do equilíbrio hídrico do Pantanal.
A manifestação é assinada pela procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, coordenadora do Projeto Travessia Pantaneira; pelos promotores de Justiça Joelson de Campos Maciel, titular das 15ª e 16ª Promotorias de Justiça Cíveis de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital; Henrique Schneider Neto, da 1ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio de Leverger; Mario Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, da 1ª Promotoria de Justiça de Poconé; Adalberto Ferreira de Souza Junior, da 2ª Promotoria de Justiça de Poconé; Liane Amélia Chaves, da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres; e Claudio Angelo Correa Gonzaga, da 1ª Promotoria de Justiça de Itiquira.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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