Mato Grosso

Seciteci e Fapemat investem R$ 27 milhões e impulsionam ações de ciência, tecnologia e inovação em MT

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A cooperação firmada entre a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e a Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) movimentou mais de R$ 27 milhões em investimentos diretos em ações de ciência, tecnologia e inovação de Mato Grosso entre 2023 e 2025. Esses recursos fortalecem a formação de capital humano, expandem a infraestrutura tecnológica do Estado e aceleram a inovação em setores estratégicos.

Desse total, R$ 9,04 milhões estão concentrados em bolsas, mecanismo considerado o motor da economia da produção de conhecimento. As bolsas financiadas incluem categorias como Desenvolvimento Tecnológico, Auxílio à Inovação, Transferência de Tecnologia, Pesquisador na Empresa, Pesquisador no Serviço Público e Iniciação Científica Júnior. Todos eles contribuem para ampliação de laboratórios, empresas de pesquisas, escolas técnicas, centros de inovação e projetos regionais.

O impacto disso possibilita para Mato Grosso mais pesquisadores em atuação, mais soluções tecnológicas desenvolvidas e maior capacidade de resposta do Estado a demandas produtivas e sociais.

A outra parcela, R$ 18 milhões, fortalece a infraestrutura permanente do ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação. Entram nisso, a ampliação do Circuito Itinerante MT Ciências, a implantação de usinas fotovoltaicas nas Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) e Centros de Inovação, a estruturação de ambientes de inovação nas escolas técnicas, investimentos no Parque Tecnológico de Mato Grosso e equipamentos para áreas têxtil e de automação em unidades da rede estadual.

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“São ativos que aumentam a produtividade das escolas técnicas, reduzem custos operacionais, ampliam autonomia energética e criam condições para que Mato Grosso ofereça soluções tecnológicas de maior valor agregado”, afirmou o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec.

Além dos números, a parceria constrói condições econômicas de longo prazo. Cada termo de cooperação gera capacidade instalada, melhora o ambiente de negócios para empresas inovadoras, forma profissionais qualificados e amplia o alcance da ciência no território.

“O resultado é um ciclo econômico virtuoso que converte dinheiro público em tecnologia, tecnologia que se converte em inovação, inovação que se converte em desenvolvimento regional”, destacou o secretário.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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