Mato Grosso

Seciteci abre inscrições para a primeira especialização profissional técnica

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) abriu inscrições para a primeira turma de especialização profissional técnica. O curso de instrumentalização cirúrgica ocorrerá em Barra do Garças, na modalidade Educação a Distância (EaD), e os interessados podem se inscrever até 15 de julho.

A abertura da turma está regulada pelo edital 08/2025 e prevê que podem se inscrever para o processo seletivo técnicos em Enfermagem com diploma reconhecido pelo Ministério da Educação ou alunos que estejam no último ano ou módulo do curso com previsão de conclusão antes do início das atividades práticas da especialização.

A formação será coordenada pela Escola Técnica Estadual (ETEC) de Barra do Garças e vai capacitar profissionais para atuarem em centro cirúrgico, preparando e organizando os materiais, auxiliando o cirurgião e garantindo a segurança do paciente e da equipe.

“Temos que agradecer à Escola Técnica de Barra do Garças e todos os parceiros que permitiram que esse curso tivesse uma excelente nota na Comissão de Avaliação e fosse aprovada no Conselho Estadual de Educação. Isso demonstra a qualidade dos cursos que o governo de Mato Grosso oferta”, afirma o secretário da Seciteci, Allan Kardec.

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O processo seletivo dos alunos ocorrerá por meio de prova objetiva aplicada no dia 26.7, na ETEC de Barra do Garças. A unidade está localizada na localizada na Rua Xavante, Setor Sul II, CEP 78600-114.

As inscrições para o seletivo são gratuitas, iniciando-se nesta terça-feira (8) e indo até às 23h59 do dia 15 de julho. Para se inscrever, basta realizar o cadastro pelo Sistema Gestor de Concursos (SGC) da Seciteci – clicando aqui. Há cotas para negros, oriundos de escola pública, indígenas e candidatos com deficiência (PCD).

O secretário Allan ressalta que o edital 08/2025 segue horário oficial de Brasília e, por isso, os candidatos devem ficar atentos. Inicialmente, são disponibilizadas 40 vagas. Caso ocorra número de candidatos classificados maior que o dobro previsto, no entanto, poderá ocorrer a formação de turmas extras.

O curso possui 330 horas e está organizado da seguinte forma: 50% da carga horária realizada por meio de atividades online através da Plataforma Virtual de Aprendizagem; 50% voltadas exclusivamente a atividades práticas presenciais; média de 3 aulas presenciais semanais, podendo ter alterações conforme calendário letivo. As aulas presenciais serão realizadas no período noturno durante a semana, e excepcionalmente aos sábados.

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A lista oficial dos aprovados e classificados será divulgada no dia 6.8, na aba editais do site da Seciteci. O início das aulas está previsto para o dia 19.8.

Para mais informações do processo seletivo, confira o edital completo clicando aqui.

*Sob supervisão de Téo Meneses.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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