Para além de Cuiabá, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) também reforça a folia de Carnaval em dois dos principais polos de festa no interior: Chapada dos Guimarães e Nossa Senhora do Livramento, com investimento superior a R$ 2,8 milhões.
Os recursos garantem programação gratuita, geração de renda e fortalecimento das tradições populares.
Com investimento de R$ 2 milhões, o Chapada Folia 2026 começou nesta sexta-feira (13), com shows nacionais e regionais na praça principal e o tradicional Circuito de Blocos. O investimento da Secel assegurou estrutura, contratação de artistas, organização dos blocos e acesso gratuito. A abertura oficial ocorreu às 20h, no palco principal, com Pedro Melo e Banda Carrara.
A noite ainda contou com a apresentação de Douglas Cabral com o Bloco Med Folia, da Banda Carrara, do destaque nacional Kamisa 10, e o encerramento da primeira noite ficou por conta do Monge.
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No sábado (14), a programação contou com a apresentação do DJ Residente, seguido por Raul Fortes, Trio Maravilha, DJ Monteiro, show nacional do Art Popular, Nobatuk, CDB e a dupla Yuri & Gustavo. A noite seguiu com DJ Errejota até 3h.
No Circuito de Blocos, entraram em cena grupos tradicionais e comunitários como APAE, Feliz Idade, escola de samba Unidos da Aldeia, Bloco Automotivo, Rua de Baixo, Bafo de Onça e Amanhã Nóis Vai Lá Hoje. Os camarotes funcionam ao longo do dia, com destaque para o FeijoFolia e o Beijo Me Liga.
A programação segue neste domingo (15), com as atrações no palco principal começando às 16h, com DJ Yudi, Bateria do Bode, Tô Te Querendo, Kareca, Reinaldinho, Scort Som e Detona. O encerramento ocorre às 3h, ao som de música eletrônica. No circuito e na rua coberta, os blocos saem às 14h com Confraria do Bode, O Pau Tora, Farofa Cuiabana, Agarra e Beija, Anta Baleada e Me Guenta, percorrendo as principais ruas da cidade. Nos camarotes, animam o público Confraria do Bode + BDJ e Agarra e Beija, das 17h às 3h.
Na segunda-feira (16), a programação segue com DJ Faraó, às 18h. Depois, sobem ao palco PPZ, Tome Aí e a dupla Ícaro & Gilmar. Na sequência, apresentam-se Detona e DJ Leon até 3h. Nos camarotes, a animação fica por conta de Nunca Nem Vi e Turma da Laje + Pagode de Jardim, das 19h às 3h.
O último dia, terça-feira (17), é dedicado ao público infantil. A programação começa às 15h com Tia Hanna. Entre 16h50 e 18h30, Maria Clara & JP comandam a festa. Das 18h30 às 20h, está prevista música ambiente. No Camarote Prime, a programação ocorre das 15h às 20h.
O investimento estadual fortalece artistas regionais, blocos tradicionais e toda a cadeia produtiva envolvida na festa, que movimenta o comércio e consolida o evento como referência no interior do Estado.
Já em Nossa Senhora do Livramento, a Secel destinou R$ 899 mil para o BananaFolia 2026, realizado na praça de eventos Fernando de Barros, entre os dias 14 e 16 de fevereiro, com entrada gratuita.
No sábado (14), animaram o público Lambadão dos Federais, uma atração nacional ainda não confirmada e Tome Aí. No domingo (15), a programação prevê apresentações de Jero Neto, Matheusinho Sucessinho e Cesinha Mello. Na segunda-feira, dia 16 de fevereiro, sobem ao palco Toque de Prazer, Tome Aí e Trio Maravilha. Entre os destaques dos blocos carnavalescos locais estão o Bloco do Jacaré Lava Car, o irreverente Xupa Mas Não Baba e o tradicional Skolfut.
Ao apoiar o Carnaval nos dois municípios, a Secel reafirma o compromisso com a descentralização dos investimentos culturais. A iniciativa garante que a folia também seja instrumento de inclusão, valorização das identidades regionais e geração de renda para a população.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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