Equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam dois homens por tráfico ilícito de drogas, em ocorrências registradas em Várzea Grande e Cuiabá, na noite desta terça-feira (16.07). Nas ações, os militares apreenderam porções de substâncias análogas a maconha e pasta base de cocaína.
Por volta de 19h, durante patrulhamento pelo bairro Mapim, as equipes de Rotam flagraram um homem que teria dispensado um material no chão ao visualizar as viaturas policiais.
Na abordagem ao suspeito, foi localizada a quantia de R$ 1,3 mil em dinheiro, que o criminoso afirmou ser de tráfico de drogas.
Os policiais recolheram o material jogado por ele e encontraram 14 porções de maconha e cinco porções de pasta base de cocaína. O suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande.
Horas depois, no bairro Primeiro de Março, em Cuiabá, os militares da Rotam abordaram um homem que deixava um terreno baldio da região. O suspeito tentou fugir dos policiais, mas foi detido. Com ele foram encontradas 35 porções de maconha.
Diante da situação, a equipe deu voz de prisão ao suspeito que foi conduzido para a Central de Flagrantes de Cuiabá, com o material apreendido.
As prisões realizadas fazem parte da Operação Aquilae, deflagrada pela unidade na última segunda-feira (15).
A operação visa reforçar o policiamento da Região Metropolitana com patrulhamento tático realizado pelo Batalhão Rotam como meio de estágio supervisionado dos alunos que fazem parte do 26º Curso de Capacitação de Rondas Ostensivas Tático Móvel (CCRT). As ações operacionais seguem até a finalização do curso, no fim do mês de julho.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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