Em Nova Bandeirantes, um dos principais polos cafeeiros de Mato Grosso, o projeto Rota do Café reuniu produtores rurais para uma série de palestras e orientações técnicas, promovidas pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), com o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). Durante o evento, foram apresentadas as inovações e resultados de pesquisas voltadas à produção de café, com variedades específicas adaptadas às condições climáticas e de solo da região.
O município, cuja produção é 100% baseada na agricultura familiar, tem no café uma das principais fontes de renda e desenvolvimento sustentável. O prefeito João Rogério destacou a importância de iniciativas como a Rota do Café para o fortalecimento da agricultura local e o aumento da rentabilidade dos produtores. “É uma oportunidade de trazer inovação, novas tecnologias e melhores condições para a nossa agricultura, garantindo maior rentabilidade e sustentabilidade”, afirmou o prefeito.
Prefeito de Nova Bandeirantes, João Rogério. Foto: Assessoria Seaf/Empaer
Além disso, João Rogério ressaltou os investimentos feitos pelo Governo do Estado em equipamentos, máquinas, insumos e assistência técnica, que já ultrapassam R$ 3,5 milhões em Nova Bandeirantes. Para ele, o apoio contínuo do Estado é fundamental para que os produtores permaneçam no campo com dignidade, mantendo suas famílias e garantindo a sucessão familiar.
Alzenir Cândido da Silva, produtora rural. Foto: Assessoria Seaf/Empaer
A produtora de café Alzenir Cândido da Silva também destacou os avanços proporcionados pelas ações do Governo do Estado. “A Rota do Café está nos motivando a buscar novas fases, como o café especial. Com o apoio e os conhecimentos adquiridos, podemos melhorar ainda mais nossa renda e a qualidade do nosso produto”, relatou Alzenir, que está em sua segunda colheita e é tesoureira de uma cooperativa local.
Produção de café no município de Nova Bandeirantes. Foto: Assessoria Seaf/Empaer
O evento em Nova Bandeirantes foi um marco para a região, consolidando o município como um polo de produção de café de qualidade em Mato Grosso. A Rota do Café segue como uma importante ação estratégica para fortalecer a agricultura familiar, impulsionando a produtividade e a qualidade do grão, e garantindo o desenvolvimento sustentável da região.
O projeto encerra nesta quinta-feira, dia 9 de abril, no município de Nova Monte Verde, às 7h30, na Estância Vila Bella.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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