Mato Grosso

Referência nacional em palhaçaria conduz residência artística para espetáculo sobre culturas populares brasileiras

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A Doutora em artes cênicas e referência da palhaçaria contemporânea no Brasil, Antonia Vilarinho, conduz a residência artística de preparação e montagem do espetáculo “Floresta e as pedras pelo caminho”, inspirado nas culturas populares brasileiras, principalmente a de terreiro. A imersão teve início na sexta-feira (24.4) e prossegue até a próxima quarta-feira (29), na Galeria Mandala, em Cuiabá.

Idealizado pela atriz e pesquisadora Ana Carolina de Mello, o projeto foi contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Viver Cultura – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab).

“Este projeto é resultado da ideia de montar um espetáculo que valorize a simbologia do nosso território, além de viver esse processo como um ritual de iniciação na palhaçaria de terreiro”, destaca Ana Carolina.

Intitulada “Palhaçaria de Terreiro”, a residência artística é um processo de imersão que oferece tempo, espaço e condições para que artistas possam pesquisar, criar e desenvolver seus projetos. O foco está no processo criativo e na construção coletiva.

O resultado final dessa experiência imersiva será o espetáculo “Floresta e as pedras pelo caminho”, apresentado nos dias 3, 4 e 5 de julho em praças culturais localizadas nos bairros Pedra 90, Parque Cuiabá e Jardim Vitória.

Como parte da programação e das ações formativas do projeto, será também realizada a roda de conversa “Corpos diversos, respeito igual: capacitismo no trabalho cultural”, do dia 30 de abril, a partir das 19h, na Tenda de Umbanda Vó Joaquina de Angola. Aberto ao público, o encontro dialoga sobre inclusão, acessibilidade e os desafios enfrentados por pessoas com deficiência no campo cultural e será mediado pelo artista e pesquisador Ray Richard.

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Da residência artística ao espetáculo

Além de conduzir a residência artística, a maranhense Antonia Vilarinho também será a diretora do espetáculo. Doutora em artes cênicas e com quatro décadas de carreira, sua atuação tem ampliado os caminhos da palhaçaria contemporânea no Brasil, especialmente ao valorizar estéticas e práticas culturais afro-brasileiras e populares.

“Desde que a conheci, se tornou um desejo ser sua aprendiz. O encontro foi um divisor de águas na minha vida, uma peça do quebra-cabeça que faltava, um choque na alma”, relembra Ana Carolina sobre o primeiro encontro com a mentora, durante uma oficina de palhaçaria em São Paulo em 2024.

Criadora da abordagem “Palhaçaria de Terreiro” enquanto metodologia, Antônia Vilarinho propõe uma perspectiva anticolonial da comicidade, integrando corpo, ancestralidade, musicalidade e saberes tradicionais.

“Uma palhaçaria vinculada aos saberes das culturas pretas, especialmente capoeira angola e práticas afro-religiosas. Um caminho ancestral para processos criativos”, explica a pesquisadora que também dá vida à palhaça Fronha.

É esse caminho ancestral com eventuais desafios que a palhaça Floresta, criada por Ana Carolina, pretende trilhar durante seu processo criativo para a concepção do espetáculo “Floresta e as pedras pelo caminho”, uma obra com estética, corporeidade, cantos e ritmos autorais inspiradas no imaginário da cultura popular brasileira de terreiro.

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Do diário de bordo à dissertação de mestrado

Se o percurso criativo da palhaça Floresta vai resultar no espetáculo, o percurso da artista-pesquisadora vai resultar numa dissertação. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGECCO-UFMT), Ana Carolina de Mello pretende incluir a experiência em seu trabalho acadêmico.

“O processo de montagem irá compor o último capítulo da minha dissertação. A ideia é falar sobre a presença da palhaça na cultura afro-ameríndia e aprofundar na cultura brasileira a partir da investigação do corpo colonizado. E também destacar a Palhaçaria de Terreiro enquanto metodologia e processo criativo de uma palhaça brasileira iniciada com a mestra Antônia”, revela.

Como parte da pesquisa, Ana Carolina tem registrado num diário de bordo todo esse processo de iniciação na palhaçaria. O diário com a experiência na residência artística até a concepção e apresentação do espetáculo será publicada nas redes sociais da atriz e da palhaça a partir de maio em formato de vlog.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate três incêndios florestais neste domingo (11)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste domingo (11.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Juruena, Santa Terezinha e Rosário Oeste.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 34 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 30 focos foram registrados na Amazônia e quatro focos no Cerrado.

Em Terras Indígenas, foi identificado um foco de calor na Terra Indígena Aripuanã, em Aripuanã.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

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Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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