Mato Grosso

Projeto desenvolve GeoAtlas Escolar Digital de Cuiabá para fortalecer o ensino de Geografia

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Um projeto desenvolvido no âmbito do Programa Pesquisa e Inovação na Escola (PIE) resultou na criação de um GeoAtlas Escolar Digital de Cuiabá, ferramenta voltada ao apoio do ensino e da pesquisa em Geografia nas redes municipal e estadual. A iniciativa foi financiada pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapemat), no Edital nº 002/2025.

A iniciativa utilizou técnicas de geoprocessamento para a obtenção da cartografia digital, com organização, análise e representação espacial de dados geográficos locais. Como produto final, foi desenvolvido um site interativo que hospedará a primeira versão do GeoAtlas Escolar Digital de Cuiabá, assegurando acesso online e gratuito ao conhecimento geográfico produzido por alunos e professores da Escola Estadual Souza Bandeira, nos anos finais do ensino fundamental.


Entre os objetivos específicos do projeto, estimular o protagonismo discente na iniciação científica escolar, o mapeamento de dados geográficos do município e a garantia de acessibilidade ao conhecimento produzido no ambiente escolar. O cronograma foi executado entre os meses de junho e novembro de 2025, iniciando com a coleta online e a criação do banco de dados geográficos, seguida das etapas de geoprocessamento e cartografia digital, e concluindo com a criação, hospedagem do site e apresentação dos resultados à comunidade escolar.

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Nos meses de junho e julho, foram realizados o levantamento e a organização de dados cartográficos, imagens de satélite, imagens obtidas por drone e informações oficiais, armazenados em hardware próprio para assegurar padronização e facilitar o uso nas etapas seguintes. Também foram desenvolvidas atividades introdutórias relacionadas à organização de dados em planilhas digitais e à produção de conteúdos visuais em plataformas online. Entre agosto e outubro, as ações concentraram-se no tratamento, análise espacial, edição e integração dos dados, resultando na elaboração de 15 mapas temáticos que retratam aspectos físicos, ambientais e socioeconômicos de Cuiabá.


Em novembro, o GeoAtlas Escolar Digital foi estruturado e hospedado em plataforma digital, permitindo acesso interativo aos mapas e informações produzidas. Nessa fase, os resultados foram apresentados à comunidade escolar, com foco na socialização do projeto e no incentivo ao uso do GeoAtlas como ferramenta pedagógica.

De acordo com o coordenador do projeto, professor Samuel Matiazo, “as etapas executadas mantiveram articulação direta com os objetivos específicos, ao envolver os estudantes na produção do conhecimento, realizar o mapeamento do território municipal e disponibilizar o material em ambiente digital acessível”. A plataforma digital pode ser acessada pelo endereço: https://www.geoatlascuiaba.com.br/

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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