O espírito de solidariedade vai marcar mais um fim de ano em Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), que já está recebendo as 100 mil cestas natalinas do programa SER Família Solidário – Natal Abençoado 2025, que serão distribuídas para os 142 municípios do estado. A ação reforça o compromisso do Governo do Estado em garantir um Natal mais digno às famílias em situação de vulnerabilidade social.
As cestas, compostas por alimentos essenciais e itens tradicionais da ceia natalina, serão organizadas e destinadas aos municípios nos próximos dias, seguindo o cronograma de logística da Setasc. Cada município fará a entrega diretamente às famílias, priorizando aquelas atendidas pela rede socioassistencial.
A primeira-dama Virginia Mendes reforçou o propósito da ação e o compromisso com as famílias em situação de vulnerabilidade.
“O Natal é um tempo de esperança, união e aconchego no coração. Levar uma cesta natalina para as famílias mato-grossenses não é apenas entregar alimentos, mas carinho, dignidade e o sentimento de que ninguém está sozinho. O SER Família Solidário nasceu para isso: para alcançar quem mais precisa em cada comunidade, nas cidades, nas áreas rurais e nos lugares mais distantes do nosso estado. Eu agradeço a todos os parceiros e equipes que tornam essa ação possível todos os anos, porque ninguém faz nada sozinho. Seguimos cuidando das pessoas e garantindo que cada família tenha um Natal mais acolhedor e abençoado”, afirmou.
Ao longo dos últimos anos, o SER Família Solidário se consolidou como uma das maiores iniciativas sociais de Mato Grosso, chegando às famílias de todas as regiões do Estado, inclusive áreas rurais, comunidades tradicionais e territórios de difícil acesso. Para 2025, a expectativa é garantir que as cestas natalinas cheguem com mais rapidez e organização aos municípios.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou a importância da iniciativa e o impacto direto nas comunidades.
“O SER Família Solidário Natal Abençoado é uma demonstração do compromisso do Governo do Estado com as famílias que mais precisam. As 100 mil cestas já estão chegando e, nos próximos dias, serão destinadas aos 142 municípios mato-grossenses. É uma ação do coração da primeira-dama Virginia Mendes e que leva dignidade, esperança e reforça nosso cuidado com cada família atendida pela assistência social”, afirmou.
Klebson ressaltou ainda que o programa, além de fortalecer a segurança alimentar, promove integração entre Estado e municípios na execução das políticas sociais.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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