Com a paixão pelas plantas e o apoio técnico e fomento do Governo de Mato Grosso, a produtora Deni Pereira, de 52 anos, transformou o cultivo de mudas ornamentais e medicinais em uma atividade lucrativa e terapêutica.
Moradora de Cuiabá, Deni encontrou na terra um caminho de superação pessoal e crescimento profissional, mostrando que é possível viver da agricultura familiar mesmo em áreas urbanas.
Deni Pereira cultiva mudas de plantas há mais de 15 anos, mas sua ligação com a natureza vem de muito antes. Criada em um sítio, ela aprendeu desde cedo, com os pais, a cuidar do solo. Durante o tratamento de um câncer, a produtora encontrou nas plantas uma forma de se fortalecer emocionalmente e, ao mesmo tempo, melhorar a renda da família.
A produtora conseguiu profissionalizar a atividade e torná-la seu principal sustento, após o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). “Essa paixão não acaba nunca. Está no sangue e nos motiva a buscar novas variedades”, afirma Deni.
Foi essa conexão com a terra que ajudou Deni a enfrentar um dos períodos mais difíceis da vida. “Trabalhava apenas com artesanato, mas, quando comecei a cultivar rosas-do-deserto, descobri uma nova fonte de renda e um novo propósito”, relatou.
Tudo começou com pequenos enxertos, que chamaram a atenção de amigos e conhecidos. O interesse virou oportunidade de negócio. “Quando percebi, já estava vendendo. Depois, meus filhos me ajudaram a formalizar tudo. A vontade de fazer acontecer foi essencial”.
Hoje, Deni vive exclusivamente do cultivo de plantas ornamentais, ervas medicinais, flores naturais, temperos e do artesanato, que continua presente em sua rotina.
Mesmo com um terreno urbano modesto, ela transformou o espaço em um viveiro. O apoio técnico da Seaf e da Empaer foi decisivo para o crescimento do negócio. “É uma ajuda fantástica, que traz conhecimento técnico e novas oportunidades. Participar das feiras com o apoio da secretaria é um grande ganho, aproxima o produtor do cliente e fortalece nossa produção”, explicou.
Deni destaca que o acompanhamento da Empaer dá mais segurança e qualidade ao trabalho. “Sabemos plantar e lidar com o cliente, mas, muitas vezes, falta o conhecimento técnico. Esse apoio nos motiva a crescer, aprender e melhorar a qualidade da produção”.
Para ela, as políticas públicas são fundamentais para garantir acesso a mercados e capacitação. “Produto a gente tem. O que falta são oportunidades, e o Governo tem nos dado isso”, ressaltou.
Além da importância econômica, a produtora ressalta o impacto das plantas no bem-estar das pessoas. “Elas purificam o ar, embelezam a casa e trazem paz. O alecrim, por exemplo, é a planta da alegria, ajuda em casos de depressão, insônia, ansiedade, e ainda é um tempero maravilhoso”.
Com simplicidade e dedicação, Deni mostra que é possível viver da agricultura familiar mesmo dentro da cidade. “Sei que não serei uma grande produtora, mas quero continuar fazendo o que amo, com qualidade, em contato com a terra e com as pessoas. Isso é uma grande recompensa. Afinal, cultivar plantas é também cultivar vida, e um convite para que mais pessoas se reconectem com a natureza”, completou.
A Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 709 km de Cuiabá) promoveu, na quinta-feira (17), uma reunião de alinhamento com instituições que integram a rede de proteção à infância e à juventude do município. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a atuação estratégica e integrada dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com a definição de diretrizes voltadas ao aprimoramento dos fluxos de atendimento e à delimitação mais clara das atribuições de cada instituição.Coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o encontro foi realizado na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e reuniu representantes do Poder Judiciário, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Creas, da Casa de Passagem Francisca Isaura, do Conselho Tutelar e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), órgãos que compõem a rede de proteção no município.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados ao funcionamento da rede, com destaque para a necessidade de aperfeiçoar a comunicação entre os serviços, consolidar fluxos de atendimento mais eficientes e definir com maior precisão as responsabilidades de cada órgão. Também foi ressaltada a importância da articulação permanente entre as instituições para garantir respostas mais ágeis e eficazes às demandas envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.Outro tema abordado foi o fortalecimento dos procedimentos relacionados à Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e à busca ativa escolar, ferramentas consideradas estratégicas para o enfrentamento da evasão e da infrequência escolar. A proposta é ampliar a capacidade de identificação precoce de situações de risco e assegurar a adoção das medidas necessárias para a permanência dos estudantes no ambiente educacional.Na ocasião, o Ministério Público informou que passará a realizar acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas pela rede de proteção, por meio de avaliações periódicas sobre o cumprimento das atribuições institucionais e a efetividade dos atendimentos prestados. A medida permitirá identificar desafios, corrigir eventuais falhas de comunicação e promover melhorias contínuas nos fluxos de trabalho e na integração entre os órgãos.A qualificação permanente dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes também foi apontada como prioridade. Nesse contexto, foi destacada a importância da participação contínua de conselheiros tutelares, equipes do Creas e demais serviços especializados em atividades de capacitação e atualização técnica.No fim do encontro, ficou definida a adoção de medidas permanentes para o aperfeiçoamento e a formalização dos fluxos de atendimento, incluindo a elaboração de fluxogramas que orientem os encaminhamentos e estabeleçam de forma objetiva as responsabilidades de cada instituição integrante da rede de proteção.
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