A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, foi homenageada, nesta quinta-feira (07.03), durante o evento “Encontro Mulheres que Inspiram” na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap). A primeira-dama do Estado recebeu a moeda dos 50 anos da criação da instituição. O encontro foi realizado em comemoração do Dia Internacional das Mulheres. Atualmente, a escola conta com mais de 100 alunas no curso de formação de soldados da Polícia Militar de Mato Grosso.
“Com a ajuda de todas as mulheres, de todas as pessoas que trabalham junto no Governo, as coisas acontecem através de todas vocês. Sei o quanto vocês estão lutando por isso e o quanto é importante na vida de vocês. Tenho muito orgulho de todas vocês”, disse Virginia Mendes. Emocionada com o reconhecimento, Virginia Mendes agradeceu a homenagem. “É uma honra receber essa moeda, especialmente porque é de uma instituição muito séria, responsável pela formação de oficiais que fazem a segurança do nosso Estado. Agradeço o comandante da Esfap, tenente-coronel Bruno Marcel, a 1ª tenente Jeandra Pinheiro e todas as alunas por esse momento”.
O tenente-coronel Bruno Marcel explicou que a luta e o exemplo da primeira-dama Virginia Mendes são motivos de inspiração. “É uma honra recebê-la. Uma mulher de força, uma mulher de coragem, mãe que luta por seus filhos, que luta por sua família. Nós enxergamos todos os princípios e valores na senhora”, afirmou.
Em seu discurso, o tenente-coronel Bruno Marcel destacou que a primeira-dama de Mato Grosso é uma referência. “Temos orgulho de manter as parcerias, como a que fizemos no Natal Abençoado com 510 alunos voluntários e as campanhas de doação de sangue”, ressaltou.
Para a soldado Thaliery Neves, ao mesmo tempo que as mulheres são frágeis, elas conseguem demonstrar força. “Nós mulheres queremos ser protegidas, cuidadas, amadas. Somos frágeis e ao mesmo tempo somos fortes, e conseguimos ver essa força em nossa primeira-dama de Mato Grosso”.
Participaram da comemoração a desembargadora Vandymara Galvão Ramos, o comandante geral PMMT, Cel. Mendes, a Juíza da Vara Especializada Contra o Crime Organizado, Ana Cristina Mendes, a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasielle Bugalho, e a esposa do comandante da Esfap, Thalita Carvalho.
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
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