Mato Grosso

Primeira-dama de MT participa da Expedição SER Família Mulher em Sorriso

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, estará em Sorriso nesta quinta-feira (17.10) para a cerimônia de assinatura do Termo de Adesão do município ao Programa SER Família Mulher. O evento será realizado na Faculdade Atena, às 14h, com a presença de autoridades.

Idealizadora do programa SER Família Mulher, a primeira-dama Virginia Mendes também é responsável pelo projeto da Expedição e pelo programa MT Por Elas.

Sorriso é a 8ª Regional Integrada de Segurança Pública (RISP) a receber a expedição. Iniciada em maio de 2024, a Expedição já percorreu 8 regiões: Cáceres, Nova Mutum, Juína, Primavera do Leste, Rondonópolis, Vila Rica e Água Boa, com participação de 33 municípios, totalizando 863 atendimentos em capacitações destinadas à Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Técnica Científica, Rede Socioassistencial, Conselhos Municipais dos Direitos das Mulheres, Rede de Saúde, entre outros.

“Quero agradecer à primeira-dama Jucélia Ferro por nos receber. Tenho um carinho enorme por Sorriso e sei o quanto esse programa será importante para a população. Estou ansiosa por esta assinatura e tenho certeza de que esse trabalho em conjunto fará a diferença no combate à violência doméstica e ao feminicídio na região”, destacou Virginia Mendes.

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Além da cerimônia de assinatura, às 13h, a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, acompanhada da primeira-dama do município, Jucélia Ferro, e da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), coronel Grasi Bugalho, visitará o CRAS Vitória Régia para conhecer o projeto Mesa Sustentável.

De acordo com a Setasc, as ações lideradas pela primeira-dama Virginia Mendes, gerenciadas pela Secretaria com o apoio do Governo do Estado, já investiram mais de R$ 10 milhões em serviços, programas e ações continuadas.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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