O presidente da Fecomércio, José Wenceslau de Souza Júnior, destacou os investimentos aportados pelo Governo do Estado durante a atual gestão como ferramenta propulsora do Turismo em Mato Grosso.
A fala ocorreu durante a abertura da 31ª edição da Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal 2024), nesta quarta-feira (29.05), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
O presidente da entidade explicou que o crescimento do Turismo em Mato Grosso tem sido impulsionado pelas políticas públicas do Governo do Estado.
“Todas as ações de empreendedorismo fomentadas em Mato Grosso pelo governador Mauro Mendes têm incentivado o turismo em todas as regiões do estado. Nunca nenhuma gestão fez o que a atual está fazendo, que é investir no mecanismo necessário para expandir o setor”, declarou.
Somente nos últimos cinco anos, os investimentos em infraestrutura do Turismo somam mais de R$ 142 milhões, a exemplo da revitalização da Praça Dom Wunibaldo e construção de cobertura na Rua Quinco Caldas, em Chapada dos Guimarães, além de orlas e obras em outras regiões com potencial turístico no estado.
O Governo de Mato Grosso também tem formalizado ações em regime de colaboração com os municípios para efetuar obras de grande porte, como é o caso da passarela flutuante em Paranaíta e a construção da Orla de São Félix do Araguaia.
Mauro Mendes relembrou as grandes belezas naturais que o estado possui e destacou as oportunidades que o crescimento do setor proporciona.
“Temos as ferramentas necessárias para fortalecer o setor do turismo e esses investimentos já estão dando resultado. O Turismo é, seguramente, uma das atividades econômicas mais promissoras de Mato Grosso e esse esforço conjunto do Governo com a iniciativa privada vai projetar Mato Grosso ainda mais”, finalizou.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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