Mato Grosso

Prêmio Ruth Marques destaca primeira-dama do Estado por seu impacto positivo na vida das mulheres em MT

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, recebeu, nesta terça-feira (27.08), o Prêmio Ruth Marques, oferecido pelo Conselho Estadual de Direitos da Mulher de MT (CEDM/MT). Conforme anunciado, a escolha do nome da primeira-dama do Estado aconteceu por meio de votação e ela venceu, dada a relevância de sua dedicação às causas sociais, destacando a idealização do programa SER Família Mulher, bem como todas as causas sociais encabeçadas por ela enquanto voluntária da atual gestão, com o apoio do Governo do Estado. O evento foi realizado no Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Contas (SINTTCONTAS).

“Receber essa honraria, uma homenagem tão linda com tantas mulheres importantes, é motivo de muito orgulho. Muito obrigada a todas vocês por terem votado não apenas em mim, mas em todas que foram reconhecidas. Tenho certeza de que muitas outras aqui merecem. Gratidão imensa. Essa homenagem vai ficar para sempre eternizada em minha memória”, afirmou Virginia Mendes.

O nome da primeira-dama Virginia Mendes foi indicado por meio da secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Cel. Grasi Bugalho. “Obrigada, coronel Grasi, pela indicação e por toda sua dedicação e de sua equipe nas ações sociais”, agradeceu a primeira-dama de MT.

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Também foram homenageadas a promotora de Justiça Lindinalva Correia Rodrigues, primeira promotora a aplicar a Lei Maria da Penha no Brasil, e, na categoria ‘In Memoriam’, Elizabeth Aracy Rondon Amarante, neta de Marechal Cândido Rondon, que seguiu o exemplo do avô dedicando sua vida às causas indígenas.

Para a promotora Lindinalva, estar ao lado da primeira-dama Virginia Mendes na ocasião é motivo de orgulho. Ela também falou de sua admiração. “Assim como essa mulher admirável que é a Virginia, eu gostaria de dizer que é uma honra estar aqui. Além dessa pessoa especial e da sua causa pelas mulheres do nosso Estado, eu me identifico com você como uma mulher que sofre”, salientou a promotora.

“O que marca nossas vidas não são as vitórias, são os sofrimentos e como nós somos capazes de nos levantar. Olha só que lindo, você ressurge das cinzas e voa, porque nós somos mulheres e encontramos forças onde não há mais nada”, concluiu Lindinalva Rodrigues.

O CEDM/MT é presidido atualmente pela servidora pública Cenira Evangelista, conselheira representante da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). O Prêmio Ruth Marques está em sua 9ª edição, criado na gestão da defensora pública Rosana Leite de Barros e instituído pela portaria nº 31/2016. Ruth Marques foi um exemplo de representatividade feminina, dedicando sua vida ao magistério e exercendo a função de diretora da Escola Bernardina Rich por 19 anos, além de supervisionar várias escolas em Cuiabá. Ela também ajudou a criar a Associação de Professores Primários dos Trabalhadores do Ensino Público, deixando um legado de dedicação e amor em tudo o que fez ao longo de sua vida.

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A premiação faz parte da programação Agosto Lilás promovida pelo CEDM/MT com o apoio da Setasc.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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