A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) capacita servidores de municípios do interior de Mato Grosso para a emissão da Carteira de Indentificação Nacional (CIN). O treinamento vai garantir mais celeridade no procedimento.
Realizada por dois papiloscopistas da instituição, a capacitação teve início no dia 13 de maio e segue até sexta-feira (24.05), de maneira presencial e online, na sede da Defensoria Pública do Estado.
Durante duas semanas, os servidores municipais tiveram acesso a conteúdos teóricos e práticos, que vão desde a operacionalização do Sistema de Identificação Civil, legislação, atendimento ao púbico, técnicas de coleta das impressões digitais por meio dos kits de identificação biométrica, consulta e emissão de documentos de identificação criminal.
O treinamento conta com três dias voltados à atividade prática, com a expedição de Carteiras de Identidade Nacionais de servidores da Defensoria Pública. Até o momento, 50 servidores foram atendidos com a ação.
Treinamento
A capacitação é necessária devido à renovação de termos de cooperação da Politec com municípios, e considerando a mudança de servidores que prestarão serviços nos postos de identificação das prefeituras, bem com o a abertura de novos postos de atendimento.
É o caso do município de São José do Povo, que contará com um posto de identificação inédito, cuja servidora também está sendo capacitada.
Os postos de identificação de Juína, Nortelândia e Santo Antônio do Leste, que estavam inativos, retomarão os atendimentos e serão viabilizados com a capacitação dos funcionários.
Participam da capacitação servidores dos cartórios de Campo Novo do Parecis e Primavera do Leste, das prefeituras de São José do Povo, Castanheira, Juruena, Santo Antônio do Leste e Nortelândia, e uma representante da Fundação Nova Chance.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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