As Polícias Civil e Rodoviária Federal prenderam em flagrante, nesta terça-feira (1.4), um homem de 60 anos suspeito de matar o caminhoneiro Juceli Narciso Zanella, de 63 anos, no pátio de um posto de combustível em Rondonópolis. A prisão ocorreu poucas horas após o crime, em uma ação conjunta que buscou dar resposta imediata ao caso.
O caso ocorreu na madrugada de terça-feira (1), no bairro parque Industrial Vetorasso. A vítima foi alvejada por disparos de arma de fogo e morreu no local.
Assim que foram acionados, investigadores da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa iniciaram imediatamente as diligências para esclarecer o crime. A equipe realizou a coleta de informações no local, analisou imagens de câmeras de segurança e passou a reconstituir a dinâmica dos fatos, etapa considerada crucial para identificar o autor e as circunstâncias do homicídio.
Durante os trabalhos, foi possível identificar o suspeito, bem como o veículo utilizado na fuga, um caminhão Volvo FH de cor azul. A perícia constatou que a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo, sendo também localizado um facão ao lado do corpo.
Com base nos elementos obtidos, a DHPP repassou informações estratégicas à Polícia Rodoviária Federal, indicando que o autor havia fugido em direção ao Estado de Mato Grosso do Sul.
A partir desse compartilhamento de dados, a PRF conseguiu localizar e abordar o veículo no km 530 da BR-163, em Jaraguari (MS), por volta das 7 horas. Durante a abordagem, foi confirmada a identidade do suspeito, que confessou a prática do crime, relatando desavença pessoal com a vítima por causa de uma mulher.
Em buscas na cabine do caminhão, foi localizada a arma utilizada no homicídio, um revólver calibre .38, escondida em compartimento oculto, contendo munições deflagradas.
Diante dos fatos, o suspeito foi preso em flagrante pela PRF e encaminhado à Polícia Judiciária Civil de Jaraguari (MS), juntamente com a arma e as munições apreendidas, para as providências legais cabíveis.
A delegada titular da DHPP, Karla Cristina Peixoto Ferraz, destacou a importância do trabalho integrado entre as forças de segurança. “A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a elucidação de crimes contra a vida, atuando de forma técnica, integrada e contínua para garantir justiça e segurança à sociedade”.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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