Policiais militares do município de Vila Rica prenderam um homem pelos crimes de roubo, lesão corporal e tentativa de estupro, na manhã desta terça-feira (11.2). O suspeito foi preso em flagrante após invadir e roubar um mercado e atacar violentamente a proprietária do estabelecimento.
Conforme o boletim de ocorrência, as equipes do 23º Batalhão foram acionadas para comparecer ao estabelecimento, onde havia ocorrido o roubo. No local, os policiais foram recebidos pela vítima, de 71 anos, que afirmou ter sido rendida pelo suspeito após abrir o mercado, por volta de 06h30.
Ainda de acordo com a idosa, o suspeito anunciou o roubo e retirou a quantia de R$ 80,00 que estava no caixa. O homem, pedindo por mais dinheiro, também começou a lhe agredir e tentou cometer o estupro contra ela. Neste momento, duas pessoas chegaram no local e tentaram deter o agressor, que fugiu correndo.
Diante das informações, os militares iniciaram diligências pelo suspeito e receberam denúncias de que o homem estaria escondido em um barracão da cidade, conhecido por ser um local onde pessoas fazem o uso de bebidas alcoólicas.
A PM foi até o endereço e viu o suspeito tentando fugir a pé. Ele foi detido pelos policiais e resistiu à abordagem, desacatando e xingando os militares.
O suspeito estava com uma mochila, onde foram localizados o dinheiro e alguns produtos roubados do mercado, além de peças de roupas femininas, furtadas de residências da cidade.
O homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado para a delegacia de Vila Rica para registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Nascido em 15 de agosto de 1936, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva se prepara para completar 90 anos. Uma vida longa — e, em grande parte, dedicada a servir, vestindo a missão da Polícia Civil de Mato Grosso, em uma trajetória marcada por coragem, disciplina e amor ao que fazia.
Mais do que números, sua história é feita de vínculos: oito filhos, 16 netos e oito tataranetos — uma família construída ao longo dos anos, lado a lado com a profissão que escolheu.
Conhecido como “cana dura”, pela postura firme e leal, seu Antônio fala do passado com brilho nos olhos. As lembranças vêm carregadas de um tempo em que, segundo ele, o respeito era parte da rotina. “Era um tempo muito bom. Eu gostava muito do meu trabalho. Naquele tempo, o sujeito (o infrator) respeitava a gente”, diz, com a serenidade de quem viveu intensamente cada momento.
Entre tantas histórias, uma permanece viva na memória: o dia em que entrou sozinho na casa de um magistrado, em Juína, diante de um pistoleiro armado. “Eu entrei com a arma longa e falei: ‘é a polícia, você está preso’. E ele se entregou. Aí algemei e coloquei ele na veraneio (modelo das viaturas da época)”, recorda. Um episódio que resume bem o tipo de policial que foi: firme, direto e destemido.
Natural de Poconé, seu Antônio construiu sua carreira em diferentes cidades de Mato Grosso — Cuiabá, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop e Guarantã do Norte — até fixar raízes em Juína, onde também encerrou sua trajetória profissional, em 2003. Durante essa trajetória foi condecorado diversas vezes em razão do comprometimento com a instituição.
Mas a aposentadoria não o afastou daquilo que sempre fez parte de sua vida. Hoje, morando no complexo habitacional anexo à Delegacia de Juína, ele segue presente. Caminha pelos corredores, conversa com os policiais da ativa e compartilha histórias que atravessam gerações.
Ali, entre colegas e lembranças, onde é comumente chamado apenas por “Assunção”, ele ganhou um novo nome — talvez o mais simbólico de todos: “Lenda Viva”, por conta dos seus feitos, talentos e proezas notáveis, que o tornou uma pessoa icônica na instituição.
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