Policiais militares do 14º Comando Regional prenderam um homem, de 32 anos, por lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo, nesta sexta-feira (12.12), em São José do Rio Claro. O homem é suspeito de agredir a namorada com tapas na cabeça e ameaça de morte. Com o suspeito, foram apreendidos um revólver e 15 munições.
A equipe policial da 18ª Companhia Independente foi acionada por uma mulher, de 25 anos, que relatou ter sido agredida pelo companheiro. Os policiais deslocaram-se até a residência da vítima, no bairro Novo Horizonte, e localizaram a mulher, que apresentava sinais de nervosismo.
Durante o relato, a vítima dispensou atendimento médico e informou que o namorado havia ido para a academia. A equipe iniciou as buscas pelo suspeito, que foi localizado na delegacia registrando um boletim de ocorrência.
No local, o suspeito recebeu voz de prisão. A vítima compareceu à delegacia e, durante o depoimento, confirmou a agressão e solicitou medida protetiva, ressaltando que também foi ameaçada de morte e que o namorado possuía uma arma de fogo em casa.
Questionado sobre o caso, o suspeito confirmou ter cometido a violência. Os militares se deslocaram novamente até a residência da vítima e localizaram um revólver e 15 munições, que foram apreendidas para as providências cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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