Policiais militares de Nova Xavantina salvaram uma mulher, de 58 anos, vítima de tentativa de feminicídio, na noite deste domingo (14.12), no município. O ex-marido tentava atirar nela no momento da chegada da PM em sua residência. O suspeito do crime foi localizado dentro da casa da vítima e morreu após confronto com os militares.
Conforme o boletim de ocorrência, por volta de 21h, a equipe militar foi acionada para verificar uma situação de tentativa de feminicídio, denunciada pela própria vítima, que possuía medida protetiva contra o homem e que também é acompanhada pela Patrulha Maria da Penha da PM.
Segundo o relato da mulher, o seu ex-marido havia invadido sua casa e estava efetuando diversos disparos de arma de fogo, enquanto ela estava escondida e trancada dentro de um banheiro.
Imediatamente os policiais seguiram até o endereço da vítima e, ao chegarem no local, ouviram barulhos de dois tiros vindos de dentro do imóvel. Diante da situação, os militares entraram na casa e chamaram o suspeito, que apareceu vindo da cozinha com a arma em direção aos policiais, que revidaram a ação e balearam o homem em confronto.
Em seguida, a equipe seguiu até o banheiro da casa e encontraram a vítima, que foi resgatada sem ferimentos, mas em estado de choque.
Os policiais militares solicitaram apoio do Corpo de Bombeiros que foi ao local e fez atendimento ao suspeito, que não resistiu aos ferimentos e morreu. O homem foi identificado como Lair da Rosa, de 77 anos, que já possuía passagens policiais por crimes de ameaça e importunação sexual. Com ele, foi apreendido um revólver de calibre .38.
O local ainda foi isolado para trabalho da Polícia Judiciária Civil e Politec. A Polícia Militar realizou o registro do boletim de ocorrência para as demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil recebeu, nessa quarta-feira (10.6), sete novas servidoras para os cargos de psicólogas e assistente social, que atuarão nas unidades especializadas de defesa da mulher e vulneráveis de Cuiabá.
A cerimônia de assinatura de contrato e a aula inaugural da capacitação das sete servidoras ocorreu no auditório da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e contou com a presença de autoridades que fizeram parte de projeto para a contratação das novas servidoras.
As sete contratadas pelo Governo de Mato Grosso (que fazem parte de um grupo de 18, que ainda estão em fase de análise de documentação) serão lotadas na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, na Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, no Plantão de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá, e na Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis.
O ato de contratação foi publicado no diário oficial do dia 29 de maio de 2026. O objetivo da convocação é aprimorar a qualidade, a eficiência e a abrangência dos serviços prestados nas unidades especializadas da polícia civil.
“Esse atendimento é muito importante, ele vem complementar o nosso trabalho de Polícia Judiciária Civil, que é um trabalho investigativo. Nós entendemos também a importância do acolhimento e da correta indicação dessas vítimas, mulheres e pessoas vulneráveis, que procuram as nossas unidades, e precisam desse primeiro acolhimento”, afirmou a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
Os profissionais serão capacitados pela Academia de Polícia Civil, em parceria com a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, para atuarem no atendimento, acolhimento, avaliação e acompanhamento psicossocial das vítimas.
“Essas profissionais estarão capacitadas para realizar o primeiro atendimento das mulheres que adentrarem à Delegacia da Mulher, do Adolescente, ou ao Plantão, para que sejam recebidas com toda a qualificação, com olhar em perspectiva de gênero, uma escuta ativa, protegida e adequada, fornecendo para a vítima todo um direcionamento para a rede de proteção”, explicou a delegada Judá Maali Marcondes, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis.
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