O 4º Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na noite desta quarta-feira (02.08), a entrega da medalha “Mérito 4º BPM”. A solenidade foi realizada em Cuiabá, no auditório do Comando-Geral da PMMT, e contou com a presença de 85 autoridades militares e civis, que foram contempladas pela honraria.
A Medalha Mérito 4º BPM foi instituída via decreto, em outubro de 2020, e destina-se a agraciar policiais militares e demais autoridades que tenham desempenhado relevantes serviços no âmbito do 4º Batalhão de PMMT, bem como em prol da Segurança Pública de Mato Grosso.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, agradeceu a presença dos homenageados e destacou que todos os agraciados foram escolhidos pelas suas histórias de contribuições com o 4º Batalhão da PM.
“Quero que os senhores se sintam honrados por esta homenagem, vocês são pessoas que possuem história com Várzea Grande e com o 4º Batalhão, que é atuante na cidade. Aos nossos oficiais e praças, saibam que este é um reconhecimento em virtude do trabalho que os senhores têm desempenhado em prol da sociedade várzea-grandense”, destacou.
O comandante do 4º Batalhão da PM, tenente-coronel Gleber Candido Moreno, ressaltou que a unidade possui mais de 130 policiais militares, responsáveis pelo patrulhamento na região central de Várzea Grande e distritos rurais. O tenente-coronel Candido também lembrou o papel social do Batalhão, com projetos que integram crianças e jovens, retirando-as do caminho da criminalidade.
“Estamos reconhecendo aqui, aqueles responsáveis por acreditarem na instituição Polícia Militar e nos trabalhos desenvolvidos por esta unidade. Meus sinceros agradecimentos a todos aqui e recebam esta medalha com grande agradecimento por toda essa contribuição ao nosso nobre trabalho”, destacou.
O deputado estadual Júlio Campos, um dos homenageados da noite, lembrou que o 4º Batalhão da PMMT foi criado no ano de 1984, enquanto era governador do Estado, e ressaltou o excelente trabalho prestado pela unidade e pela Polícia Militar.
“Fico muito feliz de receber esta honraria, de um Batalhão que tive o privilégio de criar enquanto governador de Mato Grosso, uma unidade que nos dá segurança na cidade industrial e também nos municípios próximos. Quero agradecer a Polícia Militar, pelo excelente trabalho prestado no governo Mauro Mendes, que tem valorizado muito a segurança pública do Estado, com muito avanço para bem servir a população mato-grossense”, pontuou.
Entre os agraciados com a medalha “Mérito 4º BPM” estão o secretário-chefe de Governo, tenente-coronel PM Jordan Espíndola; o secretário-adjunto de Segurança Pública, coronel PM RR Heverton Mourett de Oliveira; a primeira-dama de Várzea Grande e promotora de Justiça, Januária Dorilêo Baracat; o desembargador Rui Ramos Ribeiro; os juízes de direito Ana Cristina Silva Mendes e Luis Otávio Pereira Marques; a secretária municipal de assistência social de Várzea Grande, Ana Cristina Vieira e Silva; e o vereador de Várzea Grande, Paulo Cézar Oliveira.
Também foram homenageados com a medalha, os professores do projeto 4º Bravo Lutas, Valtemir Chocolate, Leopoldo Rafael Neto, Francisco Fernandes e Francisco Fernandes Júnior; o diretor da Central de Inteligência da PMMT, coronel Ronaldo Roque da Silva; o comandante do 4º Comando Regional da PMMT, coronel Fernando Augustinho de Oliveira Galindo; o comandante do 11º Comando Regional da PMMT, coronel Fábio Bastos; o coronel PM Paulo César da Silva, entre demais autoridades militares e civis reconhecidas pelo 4º Batalhão.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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