Mato Grosso

Polícia Militar detém integrantes de facção criminosa suspeitos de homicídios em Cáceres

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Equipes de policiais militares do 6º Batalhão apreenderam em flagrante dois adolescentes e prenderam um homem, na noite deste domingo (12.4), em Cáceres (a 220 km de Cuiabá). Eles são membros de uma facção criminosa e estão envolvidos em homicídios no município. Os militares da Rotam e da Força Tática recolheram uma arma de fogo, 16 munições, uma faca e uma motocicleta.

O homicídio mais recente ocorreu horas antes, no bairro Jardim Aeroporto. Na ocasião, Luciano César de Campos Maciel, de 18 anos, foi morto a tiros, após ser abordado por dois homens em uma motocicleta. Após a ação criminosa, os policiais militares reforçaram as ações de patrulhamento.

Durante rondas no município, as equipes localizaram os suspeitos em uma moto Yamaha Factor vermelha, em uma casa no bairro Jardim Padre Paulo. Na abordagem, o passageiro, de 27 anos, foi detido com um revólver calibre .38 com 11 munições.

O piloto era um adolescente, de 15 anos, que portava uma faca na cintura. Os envolvidos já possuem passagens criminais por roubo, receptação e tráfico ilícito de drogas.

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Em buscas pela casa, os policiais militares localizaram mais quatro munições do mesmo calibre e identificaram um terceiro suspeito, também de 15 anos, tentando pular o muro.

À PM, ele alegou envolvimento no homicídio de Marcelo de Jesus Silva, de 55 anos, na última sexta-feira (10.4), em Cáceres, junto com o suspeito de 27 anos.

Os três foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Quando um filho chama

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Foto vertical que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, sentado em seu posto no plenário do tribunal, olhando para o lado. Ele é um senhor branco, de cabelo e barba brancos, usando toga e óculos de grau.Há um instante pequeno, quase invisível, em que a paternidade se revela: um filho chama, e o pai decide se continua o que estava fazendo ou olha para ele e o escuta. É uma cena comum, dessas que os adultos deixam passar. A criança pode guardá-la por muito tempo.

No Dia dos Pais, é natural celebrar afeto, cuidado e dedicação. A data também deixa uma pergunta incômoda: quando nossos filhos pensarem em nós anos depois, do que se lembrarão? Talvez esqueçam o que lhes demos. Dificilmente esquecerão como se sentiram ao nosso lado.

Quem trabalha na Justiça conhece as consequências de vínculos que se romperam ou nunca chegaram a se formar. Processos de reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia e convivência familiar trazem histórias marcadas por espera, conflito e ausência. A lei pode reconhecer o vínculo, exigir sustento e proteger direitos. Nenhuma decisão judicial, porém, consegue fazer um pai parar e ouvir o filho com interesse.

Nos processos de família, os autos registram as versões dos adultos, mas a infância continua enquanto o caso é analisado. A rapidez importa. O tempo de uma criança não espera o andamento do processo. Um ano de demora pode atravessar uma etapa inteira de sua formação e transformar distância em costume.

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Nenhum pai sabe tudo, embora muitos sintam que deveriam ter respostas para tudo. O filho precisa se aproximar sem achar que está incomodando quando o pai trabalha, usa o telefone ou está cansado. É preciso ouvi-lo antes de responder, perceber quando o silêncio esconde alguma coisa e reconhecer os próprios erros. Uma tarde comum pode ficar na memória por décadas porque o pai interrompeu o que fazia e permaneceu ali.

Muitos homens receberam pouco dos próprios pais e acabam repetindo a única forma de convivência que conheceram: disciplina sem ternura e afastamento. Esse passado ajuda a explicar a dificuldade, mas não precisa determinar o próximo gesto. Um pai pode pedir perdão, aproximar-se sem discurso e aprender, mesmo tarde, a demonstrar afeto.

Nenhum filho convive com um pai perfeito. Convive com um homem que trabalha, se cansa, erra e às vezes chega tarde à conversa necessária. Um pai pode morar longe e continuar presente. Há homens que não geraram uma criança, mas assumiram seu cuidado. Ao reconhecer a falha, o pai pode reconstruir a relação. A indiferença repetida ensina o filho a não esperar.

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Toda criança tem direito a sustento, proteção e convivência. Há uma necessidade que nenhum processo consegue medir: saber que sua existência importa para alguém. Quando encontra essa certeza no pai, o filho ganha segurança para enfrentar a vida e tem condições de não repetir com os próprios filhos as ausências com que cresceu.

Muitos filhos esquecerão o presente dado ao pai neste domingo. Anos depois, uma conversa na cozinha ou a tarde em que o pai percebeu que havia algo errado poderá voltar à memória com nitidez inesperada. Ninguém planeja essas lembranças. Elas surgem enquanto a vida comum acontece: o telefone deixado sobre a mesa e uma conversa sem pressa.

José Zuquim Nogueira

Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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