Mato Grosso

Polícia Civil prende mulheres responsáveis por abastecer traficantes de facção criminosa em Juína

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (5.1), duas mulheres, de 29 e 38 anos, suspeitas de serem as responsáveis por abastecer traficantes ligados a uma facção criminosa, em Juína.

Além das duas, foi detido um adolescente de 17 anos e foram presos dois homens, de 18 e 22 anos, encontrados com drogas. Todos já tinham passagens pela polícia.

As investigações tiveram início após a Polícia Civil receber denúncias de que uma mulher seria a responsável por armazenar e distribuir os entorpecentes de uma facção criminosa em Juína. Sua companheira seria a responsável por levar as drogas de Cuiabá para a cidade.

Após alguns dias de monitoramento, a equipe da Delegacia de Juína identificou uma das mulheres, de 29 anos, como a responsável por entregar as drogas na cidade e guardar os entorpecentes.

Nesta segunda-feira (5.1), os policiais identificaram a casa da suspeita. Após um tempo de acompanhamento, a suspeita foi abordada quando entrava no imóvel e jogou um pacote branco no chão. Ela não obedeceu às ordens de parada e entrou correndo na residência.

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Diante do flagrante, os policiais entraram na casa e encontraram diversas porções de drogas nos cômodos, como cocaína, maconha e pasta base de cocaína, divididas em porções grandes e pequenas. Algumas estavam prontas para venda, além de aparelhos usados para o comércio, como balança de precisão.

As filhas da suspeita, de 8 e 13 anos, estavam na casa e tinham fácil acesso aos entorpecentes. Questionada, a suspeita assumiu ser traficante e que atuava distribuindo entorpecentes a lojistas vinculados a uma facção criminosa, além de afirmar que sua companheira buscava as drogas em Cuiabá.

Ela apontou que a companheira, de 38 anos, estava em um bar localizado no Setor Industrial. Os policiais foram até o estabelecimento. Ao entrar, membros da facção criminosa começaram a quebrar aparelhos celulares, o que fez com que fossem abordados pela equipe da Polícia Civil.

Com um menor infrator, de 17 anos, foram encontradas uma porção de cocaína e outra de crack. Já com um suspeito, de 18 anos, foram encontradas três porções de crack, e com o suspeito de 22 anos, uma porção de maconha e, posteriormente, em seu carro, mais uma balança de precisão, quatro porções de crack, uma porção de cocaína e sete porções de maconha.

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Os três já têm passagens pela polícia, sendo o adolescente por ato infracional análogo à receptação e ao tráfico de drogas, além de ser suspeito de dois atos infracionais análogos ao crime de homicídio; o suspeito de 18 anos, enquanto ainda era menor, por ato infracional análogo aos crimes de tráfico de drogas e tortura mediante sequestro; e o de 22 anos é investigado por tráfico de drogas, organização criminosa, posse de arma de fogo e sequestro.

Os quatro maiores foram presos, e o menor, apreendido. O Conselho Tutelar foi acionado e ficou responsável pelas filhas da suspeita de 29 anos.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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