A Polícia Civil cumpriu, na tarde desta quarta-feira (18.2), em Araputanga, um mandado de prisão contra um homem, de 40 anos, condenado a 11 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio.
O crime pelo qual ele foi condenado ocorreu no dia 19 de maio de 2018. Após uma discussão, o homem deu três golpes de arma branca na companheira, à época com 40 anos, duas na região do pescoço e uma na orelha. Ela foi internada em estado grave, mas se recuperou e hoje está bem.
Ele foi indiciado pela Polícia Civil, denunciado, julgado e condenado recentemente. Com o mandado de prisão definitiva em mãos, expedido pela Vara Única da Comarca de Araputanga no final de janeiro, a equipe da Delegacia de Araputanga saiu em busca do condenado. Após semanas de diligências, os investigadores o localizaram nessa quarta-feira (18).
No momento da abordagem, o suspeito não ofereceu resistência e foi encaminhado à unidade policial, onde foram adotados os procedimentos legais previstos.
Após o cumprimento do mandado, a Polícia Civil comunicou a prisão ao Poder Judiciário, para adoção das medidas pertinentes, incluindo o encaminhamento do preso ao sistema prisional e a realização de audiência de custódia.
“O cumprimento da ordem judicial reforça o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso no enfrentamento à violência contra a mulher e em crimes de feminicídio que assolam o Estado do Mato Grosso”, afirmou o delegado Cleber Emanuel Neves, titular da Delegacia de Araputanga.
A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) promoveu, neste sábado (10.10), uma ação especial pelo Dia das Crianças na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A iniciativa contou com a entrega de lanches e kits com doces e guloseimas às crianças que visitaram suas mães e avós custodiadas na unidade.
A ação teve como objetivo fortalecer os vínculos familiares e proporcionar um momento de acolhimento às crianças durante as visitas às familiares privadas de liberdade.
Foto: Keuri Lopes – Sejus MT
A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, destacou que a iniciativa busca amenizar os impactos que o contexto prisional pode provocar nas experiências e nas memórias das crianças.
“Realizamos aqui na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May uma ação em alusão ao Dia das Crianças. Como forma de fortalecer os vínculos familiares, fizemos o acolhimento de filhos e netos das mulheres custodiadas. Não como forma de romantizar o cárcere, mas sim de tentar atenuar os efeitos negativos que essas circunstâncias podem causar na construção de memórias dessas crianças. A Sejus, além do dever institucional, tem compromisso com a responsabilidade social”, afirmou.
A coordenadora da Educação da Penitenciária, Margaret Anderson de Oliveira, ressaltou a preparação da equipe para proporcionar um momento especial de convivência entre as mulheres custodiadas e seus familiares. Segundo ela, algumas mães estavam há anos sem contato presencial com os filhos.
“É uma ação social em que organizamos carinhosamente esse momento da mãe com os seus filhos. Temos mães que não veem os seus filhos há quatro ou oito anos, e esse é o momento desse acolhimento com as nossas pessoas privadas de liberdade e seus filhos. Organizamos antecipadamente com a assistente social, direção, educação e todos os envolvidos nessa ação social”, explicou.
Margaret também destacou que a programação da unidade inclui outras atividades ao longo de outubro, como ações relacionadas à campanha Outubro Rosa, com iniciativas diferenciadas a cada semana para as mulheres custodiadas. Foto: Keuri Lopes – Sejus MT
Uma das participantes da ação, a pessoa privada de liberdade M. S. de A., relatou a emoção de reencontrar os filhos após oito anos sem vê-los.
“Já faz oito anos que estou aqui e hoje é a primeira vez que vejo eles depois de todos esses anos. Eu estou muito feliz. Hoje, por estar trabalhando na oficina de costura, graças a Deus, tenho como dar presentes para eles”, declarou.
Além de proporcionar um momento de convivência familiar, a iniciativa reforça a importância de ações de responsabilidade social no ambiente prisional, com atenção aos vínculos afetivos e aos impactos do encarceramento sobre as famílias das mulheres custodiadas.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.