Policiais da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cáceres cumpriram, nesta segunda-feira (25.11), mandados de prisão preventiva e de busca contra um homem investigado por cárcere privado, estupro, lesão corporal dolosa e ameaça.
Conforme o inquérito policial, a Delegacia da Mulher de Cáceres foi acionada no dia 8 de novembro, pela equipe do pronto atendimento de uma unidade de saúde, informando que a vítima, de 49 anos, deu entrada na unidade com várias marcas de agressão física e sexual.
A mulher foi ouvida no hospital pela equipe de investigação e disse que foi mantida durante três dias em cárcere privado, na residência do suspeito. A vítima contou que no período tentou pedir ajuda, mas o suspeito ligava o som em volume alto para abafar os pedidos de socorro e a ameaçava com uma faca, além das agressões físicas e sexuais praticadas.
No dia 7 de novembro, diante do estado em que a vítima ficou com as agressões, inclusive com sangramento, o investigado a liberou da residência, quando a vítima pediu socorro à filha, que a levou para o hospital.
Diante da gravidade do ocorrido, a delegada Paula Gomes Araújo representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pelo juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.
Após ser interrogado nesta segunda-feira, o investigado, de 54 anos, foi conduzido para a Cadeia Pública do município, de onde passará por audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Mato Grosso fechou os quatro primeiros meses de 2026 com um aumento expressivo na produtividade das delegacias especializadas e gerências da Diretoria de Atividades Especiais. O resultado demonstra o avanço do trabalho investigativo contra as facções criminosas no Estado e na adoção das medidas cautelares, refletido nas operações, nas apreensões de veículos e nas prisões de criminosos.
Somente entre janeiro e abril deste ano, 812 pessoas foram presas durante as investigações e o volume de dinheiro bloqueado pela Justiça foi de R$ 7,2 bilhões. A título de comparação, no ano passado, no mesmo período, foram bloqueados cerca de R$ 8,4 milhões. Um crescimento significativo e que contribui diretamente para a asfixia financeira das facções criminosas.
De acordo com o diretor de Atividades Especiais, delegado Cláudio Alvares Sant’Ana, os resultados também refletem o aprimoramento das estratégias de inteligência policial, a integração entre as unidades e o emprego qualificado de recursos tecnológicos nas investigações.
“As ações resultaram na asfixia financeira das facções e dos grupos criminosos que agem em Mato Grosso. Essa atuação coordenada tem permitido maior celeridade na elucidação de crimes e no cumprimento de mandados. Ao longo do ano, as operações continuarão com foco na repressão qualificada às facções”, destacou o diretor.
Entre janeiro e abril deste ano, as unidades da Diretoria de Atividades Especiais deflagraram 64 operações, cumpriram mais de 2,4 mil ordens de serviço, instauraram 614 inquéritos e concluíram 876 procedimentos policiais. O aumento na produtividade foi de 16% nas operações e prisões realizadas em 2026, com relação ao mesmo período do ano passado (janeiro a abril).
Em destaque está o crescimento no número de apreensão de veículos adquiridos com recursos de origem ilícita: neste ano foram 64 veículos, comparado ao mesmo período do ano passado em que foram apreendidos 16 veículos.
As apreensões de dinheiro em espécie também cresceram em 2026, passando de quase R$ 747 mil em 2025 para, aproximadamente, R$ 993 mil no mesmo período deste ano.
Já nas ações de combate aos crimes ambientais foram apreendidos 1,1 tonelada de pescado irregular, 40 metros cúbicos de madeira ilegal, sete máquinas (pá carregadeira e retroescavadeira), três caminhões, além da inutilização de cinco balsas usadas para garimpo ilegal.
Neste período, os policiais civis da DAE intensificaram as investigações visando desarticular grupos criminosos, combater o tráfico de drogas, coibir crimes informáticos, fazendários e ambientais, enfrentar a corrupção na administração pública e localizar indivíduos foragidos da Justiça.
O trabalho policial técnico permitiu a reunião de provas robustas que foram fundamentais para subsidiar as medidas cautelares decretadas pelo Judiciário.
Integração
Integram a diretoria as Gerências de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Estadual de Polinter e Capturas (Gepol); além das Delegacias Especializadas de Combate à Corrupção (Deccor), de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Crimes Fazendários e Recuperação de Ativos (Defaz), Meio Ambiente (DEMA), Repressão a Narcóticos e Repressão a Crimes Informáticos.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.