Mato Grosso

Polícia Civil intensifica combate aos crimes de roubo e furto de veículos na região metropolitana

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A Polícia Civil intensificou o combate aos crimes patrimoniais com ações estratégicas e rigor investigativo, em 2025. Ao longo do ano, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva) executou 46 diligências operacionais e seis operações de grande escala, alcançando 99 alvos na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande (Cuiabá e Várzea Grande).

Do total de alvos, 27 foram cumpridos no âmbito de operações estruturadas, enquanto outros 72 resultaram de ações diretas decorrentes de investigações em curso, evidenciando a elevada capacidade operacional e a efetividade do trabalho desenvolvido pela unidade especializada.

Os resultados refletem a atuação efetiva da Polícia Civil, por meio da Derfva, que tem intensificado o trabalho investigativo no combate aos crimes de roubo e furto de veículos, com foco na apuração qualificada, análise de dados criminais e desenvolvimento de ações coordenadas voltadas à repressão desses delitos e à desarticulação de grupos criminosos.

De acordo com o delegado titular da Derfva, Guilherme Bertoli, os números demonstram a efetividade das estratégias adotadas pela unidade especializada.

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“As ações desenvolvidas pela delegacia são pautadas em investigações técnicas e coordenadas, que têm possibilitado a identificação de suspeitos, a realização de prisões e a repressão qualificada a esse tipo de crime, impactando diretamente na redução dos índices de roubo e furto de veículos na região metropolitana”, destacou.

A atuação da Derfva envolve ainda o cumprimento de mandados judiciais, identificação de receptadores, desarticulação de associações criminosas e monitoramento contínuo das ocorrências, contribuindo para a coibição de novas práticas criminosas e para o fortalecimento da segurança pública.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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